quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O Mundo Não Gira em Torno de Você - Paul Washer


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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Qual o papel do homem na família?


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IMPRESSÕES DA CONFERENCIA – Qual o papel do homem e da mulher na família?

Estivemos reunidos nesta sexta-feira dia 26-10, e realmente foi um momento muito edificante, podemos aprender mais sobre o desejo de Deus, através de sua palavra, no que diz respeito ao marido com sua esposa, e do pai com seus filhos, tivemos realmente momentos muito confrontantes com as coisas que aprendemos e fazemos errado, segundo a exposição pelo Irmão Fernando de Efésios 5-22.

Ficam algumas marcas deste encontro onde nos alertou do que realmente é o casamento cristão, principalmente relacionado à responsabilidade do marido como líder, em sua casa, nesta exposição edificante das escrituras, podemos refletir sobre:

Semelhança de Cristo coma Igreja, sendo comparada ao marido e sua esposa, ficam algumas características do amor de Cristo, que deve ser o amor do marido pela esposa, aprendi que:

---O marido como líder deve ser o servo, como Cristo foi esse é o exemplo da liderança de Cristo.

---O amor descrito em (1 Co 13,4-8), é uma amor que não espera retribuição.

---O amor é um ato de vontade, não um simples sentimento.

---O amor não necessita ser conquistado.

---O amor em santificar sua esposa.

---O marido deve levar em consideração as necessidades de sua esposa, em todos os sentidos.

---O marido deve ser cavalheiro, levar em consideração a fragilidade e delicadeza de sua esposa.

---O marido deve ter comunhão com sua esposa, a ponto de ser um grande amigo também.

Aprendi que:

O marido deve ser um pregador da palavra para sua esposa, protegendo e ensinando no caminho do Senhor.

Percebi o quanto falho sou, e o quanto tenho a melhorar para a glória de Deus e para honrar e cuidar da esposa que Ele me deu, e como é importante vigiarmos em relação a isso. Por fim a frase que realmente marcou esta conferência(junto com todo o ensino), é esta:

O modo como eu trato a minha esposa, mostra o que realmente eu penso de Cristo, afinal é esta comparação do Apóstolo Paulo.

Obrigado irmão Fernando, 
 
Glória a Deus por essa conferência!

Guinho.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

José: um sonhador?


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Ninguém discute que José, o filho da velhice de Jacó (Gn 37:3), era um homem usado por Deus, um homem temente a Deus.

Todos nós temos facilidade em relembrar dos sonhos interpretados por ele, de como ele, vendido como escravo pelos próprios irmãos, acabou sendo uma pessoa extremamente influente, sendo o homem mais respeitado no Egito depois de Faraó.

Mas, ao contrário da nossa época, onde muitos ainda duvidam da soberania de Deus. E, quando falo em soberania, é no sentido mais amplo na palavra, SOBERANO em todas as coisas.

Ao contrário desses, José o intérprete de sonhos, sabia muito bem qual Deus ele servia. Sabia que todos os dons que ele possuía era pela graça de Deus. Sabia que todos os acontecimentos, quer bons, quer ruins estavam sobre o controle e sobre a soberania de Deus.

"E Faraó disse a José: Eu tive um sonho, e ninguém há que o interprete; mas de ti ouvi dizer que quando ouves um sonho o interpretas. E respondeu José a Faraó, dizendo: Isso não está em mim; Deus dará resposta de paz a Faraó." Gênesis 41:15-16

José poderia se vangloriar do dom que possuía, poderia levar vantagem em cima disso, poderia levar para si todo o crédito de ter a capacidade de interpretar o sonho do Faraó como também os sonhos do copeiro-chefe e do padeiro-chefe (Gn 40:16-23).

José reconhecia que todo dom, toda boa dádiva era presente de Deus para a vida dele, como Tiago nos descreve em sua epístola.

"Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação." Tiago 1:17

Após Faraó contar todo o seu sonho, a resposta de José foi:

"Então disse José a Faraó: O sonho de Faraó é um só; o que Deus há de fazer, mostrou-o a Faraó." Gênesis 41:25

José não disse para Faraó que Deus sabia o que iria acontecer e desta forma estava mandando um alerta para o povo do Egito. Não, ele afirmou para o chefe do Egito: "Deus mostrou a Faraó o que Ele VAI fazer". Deus não estava apenas ciente do que iria acontecer, Deus tinha determinado os acontecimentos.

Seguindo na história de José, em outra oportunidade ele fez questão de mostrar para todos que o Deus de seu pai, o Deus de Israel, determinava todas as coisas, nessa nova oportunidade, agora com seus irmãos no momento do reencontro, após eles terem o vendido para uma caravana de ismaelitas (Gn 37:25-28), ele diz:

"E disse José a seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim. E chegaram-se; então disse ele: Eu sou José vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós" ... "Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito." Gênesis 45:4-5,8

José perdoou seus irmãos pois reconhecia a soberania de Deus, reconhecia que houve um propósito em meio ao sofrimento, ele não usou de sua posição para fazer algum mal aqueles a quem lhe tinham tirado tudo, tirado a família, o convívio com seu pai, o viver confortavelmente, tinham tirado a sua dignidade sendo vendido como uma mercadoria de supermercado.

Alguém poderia dizer que desta forma os irmãos de José não possuem culpa, pois Deus determinou os acontecimentos e por isso eles são totalmente inocentes, pois o autor de todo o mal na vida de José foi o próprio Deus.

Sobre isso José mesmo nos responde: "Vendo então os irmãos de José que seu pai já estava morto, disseram: Porventura nos odiará José e certamente nos retribuirá todo o mal que lhe fizemos." ... "e prostraram-se diante dele, e disseram: Eis-nos aqui por teus servos. E José lhes disse: Não temais; porventura estou eu em lugar de Deus? Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar muita gente com vida." Gênesis 50:15,18-20

José não nega a responsabilidade de seus irmãos reconhecendo a soberania de Deus. Esse é o mesmo Deus de ontem, de hoje e de sempre, que determina todas as coisas e ao mesmo tempo não nos exime das nossas responsabilidades.
José foi um grande pregador, anunciou a Faraó e anunciou aos seus irmãos sobre um Deus soberano, um Deus que determina a tudo como lhe apraz, como diz o salmista:

"Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou." Salmos 115:3

Seria José um sonhador? Será que ele não entendia o que Deus estava fazendo? Será que ele usou mal as palavras pra explicar como o Deus de Jacó é? Será que ele fez confusão ao enfatizar sobre a soberania de Deus desta forma?

Eu fico com a ideia de que José era o intérprete dos sonhos, não o sonhador. Era ele quem despertava do sonho os que estavam perto dele e anunciava um Deus verdadeiro, um Deus SOBERANO. Um Deus que fez questão de relatar todos esses detalhes sobre a sua própria natureza na Sua Palavra, a Bíblia.

Como é bom descançar na soberania de Deus, sabendo que todas as coisas estão nas mãos de um Deus santo, amoroso, justo, imutável...

Se, mesmo assim, alguém achar que José era um sonhador, que eu também seja considerado um sonhador como ele.

A Deus toda honra e toda a Glória.

Fernando.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Revelação pela Palavra de Deus


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Dentro da doutrina da palavra de Deus, podemos destacar algumas formas de empregarmos o sentido “palavra”, no que diz relacionado à revelação de Deus:

1-Palavra de Deus como pessoa, se refere a Jesus como palavra de Deus (Ap 19.13), embora não seja um uso comum, indica que é o Deus Filho quem tem o papel de comunicar em sua pessoa a palavra e expressar a vontade de Deus para nós (JO1.1).

2-Decretos palavras de Deus são aquelas palavras que causam eventos ou trazem coisas a existência, Deus pela palavra criou o mundo, os animais e tudo que há nele, decreto de Deus é uma palavra divina que faz tudo acontecer, esses decretos incluem a existência continua de todas as coisas, a sustentação de tudo pelo poder da palavra (HB 1.3).

3-Palavra de aplicação pessoal, Deus se comunicou com pessoas sobre a terra falando diretamente a eles, se encontram ao longo de toda a escritura, primeiramente com Adão, também depois do pecado para pronunciar a maldição ainda com Adão, (Gn2-16,17) também através dos 10 mandamentos, ainda através do batismo de JESUS (MT 3.17), nesses e vários outros casos Deus falou especificamente a indivíduos e embora estas palavras de aplicação pessoal sejam vistas nas escrituras como palavra de Deus, são também palavras humanas para poderem ser entendidas, e isso de modo algum limita seu caráter divino e tampouco sua autoridade, são palavras proferidas pela voz do próprio Deus.
4-Palavra de Deus por boca humana, nas escrituras Deus levanta homens, (profetas), para falar e isso também não diminui a verdade e autoridade.

Alem das palavras de Deus em forma de decretos, aplicação pessoal e por lábios humanos, temos por fim a forma:

5-Palavra de Deus escrita (bíblia), o relato das duas tabuas de pedra, (Ex 31,18), depois foram sendo feitos acréscimos por Josué (Js24. 26), Jeremias, Isaias e no NT, Jesus envia o Espírito Santo, para lembrar tudo que Jesus havia falado(Jo14.26), essa maneira de revelação é muito mais precisa,e é a maneira disponível para estudo, porque não temos a palavra de Deus por decretos, a aplicação pessoal é incomum ate mesmo nas escrituras e a palavra de Deus por boca humana deixa de ser dadas quando o Canon do NT foi completo, por isso a referencia segura é a palavra de Deus escrita, porque não temos mais como acessar nenhuma das outras formas da palavra de Deus, é a bíblia que nos transmite e ilumina sobre todas elas.

É ela que é útil para ensino, repreensão, correção e instrução na justiça. (2Tm3:16)

Glorias a Deus

Guinho


Fonte: de apoio: Teologia sistemática/Wayne Grudem, Vida Nova

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Por que você acha que acordará sendo um crente amanhã de manhã?


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sábado, 20 de outubro de 2012

Programa para o fim de semana: Assista os vídeos de Paul Washer no Mackenzie!


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Por Augustus Nicodemus Lopes


Na segunda-feria 8 de outubro cerca de 3 mil pessoas estiveram no Mackenzie para assistir às palestras de Paul Washer. A fila começou a ser formada às 15:00. O auditório Ruy Barbosa comporta cerca de mil pessoas. Na hora de começar, havia mil pessoas dentro do auditório e duas mil do lado de fora. Bondosamente Paul Washer concordou em falar duas vezes. Foram abertos mais dois auditórios menores com transmissão ao vivo (telão) para poder acomodar a todos em dois turnos. Foi uma noite memorável. As duas palestras estão no YouTube. Os links estão abaixo. Assistam e divulguem.

Palestra 1:



Palestra 2:


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Fonte: O Tempora! O Mores!
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Revelação de Deus



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Pela incapacidade humana, pela sua finitude e Deus sendo infinito, é necessário que Deus se revele para nós, de uma maneira que possamos conhecê-lo e também ter um relacionamento com Ele, então partimos do pressuposto que Deus existe e se revela de duas formas:

Revelação Geral e Revelação Especial.

Algumas considerações entre as revelações são de grande beneficio para ressaltar suas diferenças,

Na revelação geral, Deus é o criador, a norma na sociedade é pelos valores de padrão morais, ela traz condenação e demonstra as coisas criadas.

Na revelação especial Deus é o redentor, a norma do povo de Deus são deveres morais e não valores, traz a salvação do homem e é demonstrada através das escrituras.

Na revelação geral existe um Deus, na revelação especial esse Deus é nosso Pai.

Revelação geral é a comunicação de si, a todas as pessoas, de todos os tempos e de todos os lugares, esta revelação é a automanifestação de Deus pela natureza, historia e personalidade do homem, e é geral por dois motivos:

1.Pela disponibilidade universal e pelo conteúdo geral da mensagem, a escritura nos mostra o conhecimento de Deus pela ordem física criada (natureza), (Sl 19-1,4; Rom 1:20)desde a variedade das arvores na natureza , até a complexidade dos mares nos dão provas da grandeza de Deus,a criação dá testemunho crucial , para todos conhecerem sobre Deus, sobre um criador.

2.Pela disponibilidade na historia, a escritura nos mostra que Deus controla a historia e mesmo os desobedientes estão debaixo de seu poder (Sl 47 -7,8), Deus conduz as estações do ano (At14 15-17), tudo isso faz parte de um curso, ela demonstra um propósito, ela é acessível a todos, embora seja menos acessível que a natureza, e mesmo essas que não tem acesso a historia, podem olhar para a historia de sua própria experiência.

3.Pela disponibilidade no ser humano, manifesta informações, qualidades morais, espirituais.
3aPadrão moral: mesmo as pessoas que não tem acesso à revelação especial (Palavra de Deus), têm gravadas as noções do padrão moral de Deus, mesmo distorcida em maior ou menor grau (Rm 2-14,15) e isso é o que garante a restrição social ao mal que os homens fazem, e por ter esse senso comum de certo e errado, varias coisas são compartilhadas, questões de leis civil, ética para negócios e padrões aceitáveis de conduta na vida comum e consciência intima do que é certo no coração, ao tentar corrigir injustiças.

3b. Padrão religioso: O homem tem uma religiosidade nata, pela criação, por serem feitos a sua imagem e semelhança, a maioria tem um senso de divindade, demonstram esse senso do criador, a busca por um Ser maior.

Apesar de o homem poder conhecer sobre Deus, a revelação geral não pode ser o meio do pleno conhecimento de Deus, pelo pecado, o homem se torna incapaz de reconhecer a Deus somente pela revelação geral, porém o problema não está na revelação e sim no homem, (Rom 1-18,32), por causa do pecado a revelação geral se tornou insuficiente, e ela transmite informações sobre Deus, de maneira cognitiva.

Revelação especial, é a maneira de comunicação particular de Deus, para pessoas especificas e épocas especificas, ela é um complemento da revelação geral, enquanto a revelação geral transmite informações sobre Deus, a revelação especial transmite informações de Deus, informações pessoais de relacionamento,não simplesmente de percepção de Deus ,mas sim de relacionamento com Ele , embora essa revelação tenha sido feita de formas distintas, hoje só podemos ter acesso a ela, pela consulta das escrituras.

A revelação é especial porque existe um emissário, um receptor e um código revelado (informação), na revelação especial Deus se relaciona de modo pessoal, usando maneiras antropicas, ou seja, a forma a ser revelada comum a suas criaturas e elementos de comunicação analógicos, de maneira que se possa entender, embora o que a bíblia nos diz a respeito de Deus seja unívoco, a linguagem utilizada pra nossa compreensão é analógica.
 
Deus se revelou especialmente através de:

1-Eventos históricos com interpretação autorizada, os grandes feitos de Deus ao longo da historia, chamado de Abraão, provisão de Jose, êxodo do Egito, o nascimento, milagres, morte e ressurreição de Cristo, um evento histórico só pode ser considerado revelação se ele tiver interpretação autorizada, o que exclui todo tipo de suposição quanto a terremotos, tsunamis e outras coisas, como o holocausto, apesar de serem eventos históricos não podem ser tidos como revelação pela falta de interpretação autorizada.

2-Falas divinas, agentes de palavras divinas onde geralmente eram acompanhados de: “Assim diz o Senhor,” profetas escrevendo, Deus usando mediadores, falas audíveis como os casos de Adão e Abraão, teofanias (caso da sarça ardente), discursos (cláusulas proféticas), interior (visões e sonhos), sendo que só temos acesso a todas essas através das escrituras.

3-Revelação em Cristo (Hb 1-1,2), o maior evento revelatorio de Deus, foi através de Cristo, ele foi Deus nos homens. Ver, ouvir ou falar com Cristo, era o mesmo que ver, ouvir ou falar com Deus.

È importante deixarmos muito claro, que só temos acesso a todas essas revelações através das escrituras, toda fonte de ensino e estudo, são as que temos contidas dentro da escritura.

Glorias a Deus!

Guinho

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Seu Cristianismo é autêntico?


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A segunda carta de Pedro foi escrita com o propósito de combater a invasão de falsos profetas na igreja. Pedro pretendia instruir os cristãos de como se defender desses falsos ensinos.

E Pedro, divinamente inspirado por Deus através do Espírito Santo, não começa a sua carta combatendo diretamente esses falsos mestres, pelo contrário, ele começa nos forçando a fazer uma reflexão, analisar se o nosso cristianismo é o cristianismo bíblico, se o Cristo que nós seguimos é o Jesus da bíblia.

Pois antes de atacarmos terceiros nós precisamos saber se nós estamos corretos diante de Deus.

Analisemos o texto:

2 Pedro 1:3-11
"Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude; Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo. E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, E à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, E à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade. Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele em quem não há estas coisas é cego, nada vendo ao longe, havendo-se esquecido da purificação dos seus antigos pecados. Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis. Porque assim vos será amplamente concedida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo."

O texto nos dá indícios de como age e vive o verdadeiro Cristão.

1) O Cristão verdadeiro reconhece que todas as coisas que agem para a nossa Salvação provém de Jesus Cristo. (V.3).

- Todas as coisas que nos conduzem à vida (salvação) nos tem sido doadas pelo poder divino de Jesus Cristo.

- Não, eu não escolhi aceitar Jesus em meu coração e isso me garante que sou um Cristão verdadeiro.

- A segurança do verdadeiro Cristão não está na oração induzida e repetida, está no saber que todas as coisas que conduzem a salvação provém de Jesus, e Ele sim é uma garantia segura pra mim.

- Percebam que Cristo nos conduz para a salvação e juntamente, ligados diretamente está a piedade. Cristo também nos conduz para uma vida piedosa.

- Isto pode ser visto como um sinal para a salvação. É necessário uma vida de piedade.

- Uma pessoa piedosa não quer dizer uma pessoa religiosa, temos inúmeros casos de pessoas religiosas que não entendem uma vírgula do Evangelho, da mensagem que Cristo deixou, das boas notícias de Cristo.

- Uma pessoa piedosa na bíblia é aquela que vive pra Deus com obediência a Palavra de Deus por reverência, não por obrigação, por indução, por querer se tornar aceitável para Deus e muitas vezes para os outros.

- Por fim o verdadeiro Cristão reconhece que Cristo nos chamou.

2) O Cristão verdadeiro reconhece que é coparticipante da natureza divina. (V.4).

- Isso não quer dizer que vamos fazer sinais e milagres como Cristo fez.

- As pessoas tem uma tendência a quererem ser coparticipantes apenas nos aspectos positivos da vida de Cristo.

- Ninguém quer ser participante no sofrimento de Cristo, no martírio.

- Não participamos nem dos esforços de oração com Cristo, quanto mais participar de coisas dessa natureza.

- O sentido aqui no texto quer sim nos dizer que temos parte no Reino, na glória eterna, que somos filhos de Deus, assim como Jesus é.

- Mas a expressão "coparticipante" no texto está muito mais relacionada ao novo nascimento.

- Isso nos delega uma grande responsabilidade para que não vivamos de acordo com o que achamos ser o certo para nossas vidas, e sim da maneira que o criador determinou que vivêssemos.

3) O verdadeiro Cristão abandona as paixões do mundo. (V.4).

- O verdadeiro Cristão que nasce de novo, que é regenerado pela graça de Deus ele abandona a corrupção, os desejos da pessoa regenerada não são mais os mesmos.

- Porque o batismo é sinal visível da regeneração? O batismo não regenera mas simboliza essa regeneração. Morte e sepultamento do velho homem e novo nascimento.

- A gente comumente tenta mudar só as áreas de nosso interesse, não me submeto a Deus nas áreas que não quero, só permito em alguns pontos.

- Olha o exemplo do jovem rico. Mateus 19:16-22.

- Ele não queria mudar em todas as áreas, só nas que ele achava, nas que não teriam nenhum custo pra ele.

- E a gente lê o texto e pensa: "como pode? O jovem perdeu a oportunidade de seguir a Cristo, perdeu a salvação."

- Se víssemos esse jovem pessoalmente, provavelmente diríamos que ele é um Cristão verdadeiro, porque ele tinha uma vida de boas obras, externamente estava tudo certo com ele.

- Mas o texto nos mostra claramente onde estava o coração dele, não estava em Jesus, porque se Jesus fosse o mais precioso, o bem de maior valor para ele, não teria nem deixado Cristo terminar a frase e teria abandonado tudo.

- Mas se fizermos uma reflexão verdadeira, profunda e sobretudo honesta das nossas vidas, veremos que somos como esse jovem, se não ainda piores.

- O novo nascimento significa que Jesus se torna o mais precioso pra nós, não existe algo maior ou que ocupe lugar maior em nossas vida do que Cristo.

- O novo nascimento é envolto a muito sofrimento, temos que abrir mão de viver nas corrupções das paixões que há no mundo.

João 3:19 Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.

- Não é que os homens gostam das paixões que há no mundo, nossa natureza humana, pecaminosa, ama isso. Ama o pecado, ama os prazeres que o mundo nos proporciona.

- Temos que refletir diariamente sobre o nosso coração e o lugar que Cristo está ocupando no momento, isso é um exercício diário, mas se negligenciarmos isso pode nos custar muito. Como aconteceu com o Jovem rico, custar a nossa eternidade.

- Jonatas Edward escrevei 70 Resoluções para sua vida e uma delas a de número 7 era:

"Resolvi jamais fazer alguma coisa que eu não faria, se soubesse que estava vivendo a última hora da minha vida. "

- Se o jovem rico tivesse feito uma resolução como essa, dificilmente não teria largado tudo e seguido a Cristo.

- A gente fica deixando as coisas pra amanhã, não vou nem ser chato de ficar dizendo sobre oração e leitura, as mulheres por exemplo vivem dizendo que o regime que querem começar, vai começar quando? Amanhã.

- Que Deus nos ajude a ter essa consciência de não deixar para amanhã, de vivermos como se fosse a última hora da nossa vida, pois em algum momento essa hora vai chegar.

4) O Cristão se esforça para honrar a Deus. (V.5).

- O Cristão faz o máximo de esforço possível, mesmo reconhecendo que Deus derramou o seu poder para a sua salvação, ele sabe que tem o dever de se empenhar, de ter disciplina na sua vida em oração e em busca de conhecimento.

- Pra que com esse esforço unir fé e virtude. Um ato de fé com uma vida de características piedosas.

5) O Cristão verdadeiro não é inativo nem infrutuoso.

- Hebreus 12:14 "Sem santificação ninguém verá o Senhor".

- Porque não verá o Senhor? Porque sem santificação você não é um verdadeiro seguidor de Jesus e com isso não será salvo.

- Nosso Senhor ensinou seus discípulos constantemente sobre o que eles deveriam ser e fazer. "Vós sois meus amigos de fizerem o que eu mando"João 15:14. Nós ainda servimos ao mesmo Senhor.

- A santificação é uma obra contínua, não para nunca, por isso não podemos nos encontrar inativos.

- Temos que olhar pra ontem e ver o quanto mudamos, o quanto eu fazia errado, o quanto eu perdia tempo.

- E você vai acordar amanhã e vai ver os erros do dia de ontem, e assim por diante.


6) O verdadeiro Cristão abandona a prática do pecado. (V.9).

- Não significa dizer que nunca mais vamos pecar, mas não vamos negligenciar a luta contra o pecado.

- Não vamos usar de desculpa o fato de que todos pecaram, que nossa natureza é pecaminosa, que herdamos essa maldição e não posso fazer nada.

- Pro cristão a vida não é uma cadeira de balanço é uma arena de guerra.

- Porque se todas essas coisas não estão presentes na nossas vidas então somos como cegos. Incapaz de discernir sobre a nossa vida espiritual, incapaz de ter certeza na sua própria salvação.

- Por isso que temos que buscar dia a dia mais e mais, para confirmar a nossa vocação e eleição; porque fazendo isso nunca jamais tropeçareis. (2 Pe 1:10).

Que Jesus nos ajude a sermos sempre verdadeiros Cristão, e com isso, ajudar a igreja de hoje a combater os falsos mestre e falsos profetas que desde sempre tentam desviar as pessoas da Verdade.

Fernando.

domingo, 14 de outubro de 2012

Foi bom ter sido afligido






Foi bom ter sido eu afligido, para que aprendesse teus estatutos.
Salmos 119.71
Foi bom ter sido eu afligido. Mesmo quando a aflição provenha de pessoas ruins, ela conduzia a fins benéficos; ainda que fosse prejudicial quando provinda de tais pessoas, para Davi ela era boa. Ele sabia muito bem que ela o beneficiava de muitas maneiras.

Quaisquer que fossem os pensamentos que lhe sobreviessem enquanto enfrentava a provação, ele tinha consciência de que era melhor assim. Não era bom ver os soberbos prosperando, pois seus corações se tornavam ainda mais sensuais e insensíveis; mas a aflição tinha um caráter positivo para o salmista.

Nosso pior nos é melhor que o melhor para os pecadores. Para os pecadores, a alegria se torna nociva; e para os santos, a tristeza é benéfica. Infindos benefícios nos têm sobrevindo através de nossas dores e tristezas; e no mais, permanece isto: que assim temos sido instruídos na lei.

Para que aprendesse teus estatutos. Nosso conhecimento e nossa observância destes estatutos nos vieram enquanto sentíamos os golpes da vara. Oramos ao Senhor para que nos instruísse (v. 66), e agora percebemos que ele já fez isso. Aliás, na verdade ele nos tem tratado bem, pois nos tem tratado de forma muito sábia. Temos sido guardados, através de nossas provações, da ignorância e de um coração seboso, e isso, se porventura não existisse nada mais, seria causa suficiente de constante gratidão. Ser engordado pela prosperidade não é saudável para a soberba; mas, em prol da verdade, ser instruído pela adversidade é saudável para a humildade. Mui pouco se tem a aprender sem aflição. Para sermos bons alunos, temos de ser bons sofredores. Como dizem os latinos: Experientia docet — a experiência ensina. Não há estrada regia para se aprenderem estatutos régios; os mandamentos de Deus são melhor lidos por olhos úmidos de lágrimas.

Charles H. Spuregon

sábado, 13 de outubro de 2012

O Amor Incondicional de Cristo Por Nós - Paul Washer


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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Deus se arrepende?


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Imutabilidade de Deus.

Esse é um dos termos relacionados aos atributos incomunicáveis de DEUS,

Desenvolvo aqui em duas categorias sobre a palavra arrependimento:
 
Relacionado com base no "arrependimento” (de Deus), 
Relacionado com o ato de Deus proveniente do arrependimento do homem.
 
Falando da posição de Deus:
 
Existe a:
 
Intenção divina, condicional a uma condição humana, que não prende o emissor a ação afirmada (EX JR 15:6, Jn 3:9-10), essa é diferente do decreto divino, por exemplo : não é porque Deus demonstra sua intenção que Ele se obriga a faze-lo.
 
Decreto divino, com juramento, promessa de que vai acontecer (GN 22.16-18, Ez 24:14)e como o autor de hebreus confirma, que o juramento de Deus não pode ser anulado, está relacionado com um juramento, uma confirmação de que fará por parte de Deus.  
 
E ainda o arrependimento relacionado muito mais como um sentimento de tristeza do que relacionado com um novo proceder, como se pegasse Deus de surpresa (GN 6.6, 1Sm 15.10, conforme EF 4.30), embora Deus se relacione com suas criaturas no tempo presente, e tenha um relacionamento pessoal com elas, e é sim passível de sentimentos, como alegria, ira, misericórdia, porém nunca atribuído da mesma maneira humana, porque o homem age, induzido por esses sentimentos, ou preso a eles.
Deus tem controle pleno de qualquer sentimento e tudo que possamos comparar de Deus aos homens, é impossível de comparar.Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos. Is 55:9
Podemos entender como uma linguagem analógica de Deus para com a criatura, já que ele se relaciona com suas criaturas, de uma maneira que sua finitude de compreensão possa entender. 
O ponto a ser defendido aqui não está propriamente relacionado com os acontecimentos, mas sim que Deus não se modifica conforme a história se desenrola e sim que Deus é o autor da historia.

O plano de Deus está feito,  ele irá se desenvolver e se cumprir, conforme a determinação de Deus e não o contrário, esses aparentes "desvios" estão incluídos em seu plano, podemos pegar como sugestão a oração de Ezequias, (is 38-1,6), estava dentro do plano de Deus, não foi uma alteração de seu plano, porque caso Ezequias não vivesse mais 15 anos, não teria  gerado Manassés genealogia de  onde veio o Cristo, ou seja se ele não tivesse sobrevivido Cristo não nasceria, isso prova como estava tudo dentro do planejado por Deus e não uma adaptação conforme a situação.
 
Agora entro em relação à ação de Deus proveniente  do arrependimento do homem (Jn 3.9,10)
 
O homem não tem condições de se arrepender sozinho (Ef 2.1,5), então apesar de algumas das intenções divinas (conforme no inicio da descrição), serem condicionadas a sua ação, sem o agir de Deus, somente através de o nosso próprio agir é impossível, porque fé e arrependimento são dons de Deus (EF2. 8,9), então sem a graça de Deus não conseguiremos cumprir as condições impostas, não é pelo fato da ordem existir que seremos capazes de cumpri-las, (2 CR 30 6,12), (porque não podemos e nem queremos jo 6:44 e jo 5:40)
 
A linguagem condicional da bíblia não deve ser entendida como se Deus dependesse de nós para cumpri-la e tão pouco que ele nos ordene, e nos entregue a nossa própria mercê,
 
A intenção não é entrar em questões relacionadas com a responsabilidade humana e tão pouco negar que ela exista, como diz o apóstolo Paulo em 1 Co 15:10, mesmo fazendo tudo a seu alcance, trabalhando e se esforçando, tudo só é possível pela graça de Deus, a graça de Deus é quem conduz.
 
Minha sugestão é de que o plano de Deus, não é feito de acordo com as situações que acontecem como parece sugerir os textos (JN3: 9 ou EX 32-9), mas que o próprio Deus que proporciona o arrependimento, para dar continuidade em seu plano determinado antes da fundação do mundo, embora seja necessário o homem se arrepender é impossível acontecer sem o agir de Deus, então o que sugiro aqui é que o arrependimento dos ninivitas ou a oração de Ezequiel eram parte já do plano de Deus, ou seja, não houve mudança ou de que Deus foi pego de surpresa por causa disso, mudando sua maneira de agir pelo ocorrido e que essas situações já estavam em alguma medida determinadas por Deus, para que seu plano tivesse continuidade,

Da mesma maneira que Deus tinha determinado essas coisas, e nada acontece sem sua determinação, ,(At4:26,28) o homem não se torna um robô ou tem sua "liberdade" violentada, porém confesso que esse é um mistério que não tenho compreensão plena , assim com a Trindade, apenas o aceito.

O profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Rm 11:33
 
 
Glórias a DEUS
Guinho

terça-feira, 9 de outubro de 2012

A "coisificação" da sociedade


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Vivemos num mundo que valoriza muito mais as coisas do que as pessoas, o valor de alguém está diretamente relacionado ao que ele produz. É isso que move a nossa sociedade.

O idoso é tão negligenciado na nossa cultura pelo simples motivo de que ele é apenas uma pessoa, não consegue ser nada além disso, já não produz mais nada. E como somos medidos pelo que produzimos, o idoso acaba não tendo valor algum para a sociedade moderna.

Tudo isso reflexo da ausência de Deus, da ausência da Palavra que instrui e regenera os corações, somos seres criados para a dependência, não fomos criados para sermos independentes.

Como dizia John Stott "Nossa vida é o caminho entre dois momentos de nudez". Nascemos totalmente dependentes, sequer conseguimos nos alimentar sozinhos e no fim da nossa vida voltaremos ao mesmo ponto em que começamos, a dependência total e completa.

Deus nos criou assim, requer muita humildade para aceitar viver sobre a dependência de outros, não existe nenhuma forma de orgulho nisso. Há orgulho naqueles que afirmam: "Quando eu me tonar peso para alguém, prefiro morrer!".

Nunca conheceu o Evangelho, aquele que nos traz para a humildade constante, que nos ensina sim, a sermos dependentes mutuamente.

Efésio 5:21 "Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus."

Se você não quer ser dependente aqui na sua vida terrena, se não consegue ser humilde e reconhecer a necessidade e a importância das outras pessoas na sua vida, como poderá ser dependente de Cristo?

Tiago 4:7 "Sujeitai-vos, pois, a Deus..."

Se você acha que não precisa de ninguém na sua vida, que você se vira sozinho, como será possível reconhecer que precisa de um salvador?

Precisamos retornar ao estado de completa dependência, das pessoas e de Deus. Só assim podemos valorizar o que realmente importa nessa vida, a saber, Jesus Cristo e os irmãos.

Jesus nos ajude.

Fernando.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Mensagem de Paul Washer para os Cristãos Brasileiros



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domingo, 7 de outubro de 2012

John Piper - Fé Salvífica é Desejar a Jesus


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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.


O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.
Salmos 23:1
Não há nenhum título inspirado para este salmo, e não é necessário, pois ele não registra nenhum evento especial, e não precisa de outra chave além daquela que todo cristão pode encontrar em seu próprio peito. É a Pastoral Celeste de Davi; uma obra poética excelente, que nenhuma das filhas da música pode superar. A clarinada da guerra aqui dá lugar ao cachimbo da paz, e aquele que tão recentemente chorou as mágoas do Pastor em melodia ensaia as alegrias do rebanho. Sentado sob uma árvore frondosa, com seu rebanho em volta, como o pastorzinho de Bunyan no Vale da Humilhação, visualizamos Davi cantando essa pastoral incomparável com um coração cheio de alegria; ou, se o salmo é o produto de seus anos avançados, temos certeza de que sua alma se voltou em contemplação para os solitários ribeiros de água que ondulavam sussurrantes entre os pastos do deserto, onde nos primeiros dias ela fazia sua morada. Esta é a pérola dos salmos, cujo esplendor suave e puro deleita os olhos; uma pérola da qual Helicon não precisa se envergonhar, embora o Jordão o reivindique. Desse canto delicioso pode-se afirmar que sua piedade e sua poesia são iguais, sua doçura e sua espiritualidade são incomparáveis.
A posição deste salmo é digna de nota. Segue o salmo 22, que é peculiarmente o Salmo da Cruz. Não há pastos verdes, não há águas tranqüilas do outro lado do salmo 22. Só depois que lemos “Meu Deus, meu Deus, porque me desamparaste?” é que chegamos a “O Senhor é meu Pastor”. Precisamos conhecer por experiência o valor do derramamento de sangue, e vermos a espada acordada contra o Pastor, antes que possamos verdadeiramente conhecer a doçura do cuidado do bom pastor.
Já se disse que aquilo que o rouxinol é entre os pássaros, esta ode divina é entre os salmos; pois tem soado docemente nos ouvidos de muitos pranteadores em sua noite de choro, e o tem podido esperar por uma manhã de alegria. Eu me aventuro a compará-la também à cotovia, que canta enquanto sobe, e sobe enquanto canta, até que some de vista, e mesmo então não nos deixa sem ouvi-la. Observe as últimas palavras do salmo – “Habitarei na casa do Senhor para sempre” -; são notas celestiais, mais adequadas às mansões eternas do que a esses lugares de moradia abaixo das nuvens. Ó, que nós possamos entrar no espírito do salmo enquanto o lemos, e então viveremos a experiência dos dias do céu aqui na terra!
DICAS PARA MEDITAÇÃO!
VERS. 1. Trabalhe a comparação entre um pastor e suas ovelhas. Ele governa, guia, alimenta e as protege; e elas o seguem, o obedecem, o amam e confiam nele. Pesquise se somos ovelhas; mostre a sina dos cabritos que se alimentam ao lado das ovelhas.
VERS. 1 (segunda cláusula). O homem que está além do alcance da penúria para o tempo presente e a eternidade.
VERS. 2 (primeira cláusula). O descanso de crer.
1.     Vem de Deus – “Ele me faz”.
2.     É fundo e profundo – “deitar”, repousar.
3.     Tem sustento sólido – “em verdes pastagens”.
4.     É assunto para louvor constante.
VERS. 2. O elemento contemplativo e o elemento ativo são satisfeitos.
VERS. 2. A frescura e a riqueza das Sagradas Escrituras. VERS. 2 (segunda cláusula). Em frente. O Guia, o caminho, os confortos da estrada, e o viajante nela.
VERS. 3. Restauração graciosa, direção santa e motivos divinos.
VERS. 4 O silêncio macio do trabalho do Espírito.
VERS. 4. A presença de Deus é o único apoio seguro na morte.
VERS. 4. Vida na morte e luz nas trevas.
VERS. 4 (segunda cláusula). A calma e a quietude do fim do homem bom.
VERS. 4 (última cláusula). Os sinais do governo divino - a consolação dos obedientes.
VERS. 5. O guerreiro banqueteado, o sacerdote ungido, o hóspede satisfeito. VERS. 5 (última cláusula). Os meios e os usos do ungir do Espírito Santo contínuas vezes.
VERS. 5. Providenciais abundâncias, e qual o nosso dever a respeito disso.
VERS. 6 (primeira cláusula). A bem-aventurança do contentamento.
VERS. 6. Na estrada e em casa, ou atendentes celestiais e mansões celestiais.

Charles H. Spurgeon