sábado, 28 de julho de 2012

Por que, depois de 300 anos, precisamos de Jonathan Edwards?


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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Um Desafio às Mulheres - Pr. John Piper




Neste breve texto, o pastor John Piper enumera, como que em oração, uma lista de importantes conselhos direcionados às mulheres cristãs, a fim de que vivam para a glória de Cristo.
  1. Que tudo da sua vida - em qualquer esfera - seja devotado à glória de Deus.
  2. Que as promessas de Cristo sejam confiadas tão plenamente que paz, alegria e força encham sua alma a ponto de transbordar.
  3. Que essa plenitude de Deus abunde em atos diários de amor, de forma que as pessoas possam ver suas boas obras e glorificar ao seu Pai no céu.
  4. Que vocês sejam mulheres do Livro, que amem, estudem e obedeçam a Bíblia em cada área do seu ensino. Que a meditação sobre a verdade bíblica possa ser a fonte de esperança e fé. E que vocês continuem a crescer em entendimento através de todos os capítulos de sua vida, nunca pensando que o estudo e o crescimento são apenas para os outros.
  5. Que vocês sejam mulheres de oração, de forma que a Palavra de Deus se abra para vocês; e o poder da fé e santidade desça sobre vocês; e sua influência espiritual crescerá no lar, na igreja e no mundo.
  6. Que vocês sejam mulheres que tenham uma profunda compreensão da graça soberana de Deus, fortalecendo todo esse processo espiritual; que sejam pensadoras profundas sobre as doutrinas da graça, e amantes e crentes profundos dessas coisas.
  7. Que vocês sejam totalmente comprometidas ao ministério, seja qual for o seu papel específico, que não desperdicem o seu tempo em revistas de senhoras ou hobbies inúteis, assim como seus maridos não deveriam desperdiçar o tempo deles em esportes excessivos ou coisas sem propósito na garagem. Que você redima o tempo para Cristo e seu reino.
  8. Que vocês, se solteiras, explorem seu solteirismo para a plena devoção a Cristo e não sejam paralisadas pelo desejo de se casar.
  9. Que vocês, se casadas, apoiem a liderança do seu marido de maneira criativa, inteligente e sincera, tão profundamente como uma obediência a Cristo permitir; que vocês o encorajem em seu papel designado por Deus como o cabeça; que vocês o influenciem espiritualmente primariamente através da sua tranquilidade destemida, santidade e oração.
  10. Que vocês, se tiverem filhos, aceitem a responsabilidade com o seu marido (ou sozinhas, se necessário) de criar os filhos que esperam no triunfo de Deus, compartilhando com ele o ensino e a disciplina das crianças, e dando aos filhos aquele toque e cuidado protetor especial que vocês são unicamente capacitadas para dar.
  11. Que vocês não assumam que o emprego secular é um desafio maior ou um melhor uso da sua vida que as oportunidades incontáveis de serviço e testemunho no lar, na vizinhança, comunidade, igreja e no mundo. Que não proponham somente a pergunta: Carreira vs. Mãe em tempo integral? Mas que perguntem tão seriamente: Carreira em tempo integral vs. Liberdade para o ministério? Que vocês perguntem: O que seria maior para o Reino - ser empregado de alguém que lhe diga o que você deve fazer para seu negócio prosperar, ou ser um agente livre de Deus, sonhando o seu próprio sonho sobre como seu tempo, seu lar e sua criatividade poderiam fazer o negócio de Deus prosperar? E que em tudo isso você faz suas escolhas não sobre a base de tendências seculares ou expectativas de estilo de vida, mas sobre a base do que fortalecerá a sua família e promoverá a causa de Cristo.
  12. Que vocês parem e (com seus maridos, se forem casadas) planejem as várias formas da sua vida ministerial em capítulos. Os capítulos são divididos por várias coisas - idade, força, solteirismo, casamento, escolha de emprego, crianças no lar, crianças na escola, netos, aposentadoria, etc. Nenhum capítulo é tudo alegria. A vida finita é uma série de permutas. Encontrar a vontade de Deus, e viver para a glória de Cristo plenamente em cada capítulo é o que faz dele um sucesso, não se ele se parece com o capítulo de outra pessoa ou se tem nele o que o capítulo cinco terá.
  13. Que vocês desenvolvam uma mentalidade e um estilo de vida guerreiro; que nunca se esqueçam que a vida é breve, que milhões de pessoas estão entre o céu e o inferno todos os dias, que o amor ao dinheiro é suicídio espiritual, que os objetivos de mobilidade ascendente (roupas chiques, carros, casas, férias, comidas, hobbies) são um substituto pobre para os objetivos de viver para Cristo com toda a sua força, e maximizar sua alegria no ministério ao ajudar pessoas.
  14. Que em todos os seus relacionamentos com os homens vocês procurem a direção do Espírito Santo ao aplicar a visão bíblica da masculinidade e feminilidade; que vocês desenvolvam um estilo e comportamento que faça justiça ao papel único que Deus deu aos homens para serem responsáveis pela liderança graciosa com relação às mulheres - uma liderança que envolve elementos de proteção, cuidado e iniciativa. Que vocês pensem criativamente e com sensibilidade cultural (assim como ele deve fazer) ao moldar o estilo e ajustar o tom de sua interação com os homens.
  15. Que vocês vejam a direção bíblica para o que é apropriado e inapropriado para os homens e mulheres em relação uns para com os outros, não como restrições arbitrárias sobre a liberdade, mas comoprescrições sábias e graciosas de como descobrir a verdadeira liberdade do ideal de complementaridade de Deus. Que vocês não mensurem sua potencialidade pelas poucas funções restringidas, mas pelas incontáveis oferecidas.


Fonte: Desiring God
Tradução: Desiring God

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Você Treme Diante do Fato de que Deus Está Agindo em Sua Vida?


Tema e trema!
Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade. [Filipenses 2:12,13]

Por que “temor e tremor”? Por que eu deveria atacar o egoísmo, a ira, o espírito crítico, o mau humor, a autocomiseração, por que eu deveria atacar tais coisas com temor e tremor? Assista a este curto vídeo de John Piper e entenda por que o agir de Deus em nossa santificação deveria nos deixar estupefatos, maravilhados.


Por John Piper. Editora Fiel 2006-2012. © Todos os direitos reservados.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Steve Lawson - O que chamou sua atenção em Spurgeon?


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sábado, 21 de julho de 2012

As Palavras Duras de Jesus Cristo


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sexta-feira, 20 de julho de 2012

A soberania de Deus na salvação




.Por Rev. Hernandes Dias Lopes 

Como pode um homem sendo pecador ser salvo? Como pode um injusto ser declarado justo aos olhos do Deus santo? Como pode o homem tão vulnerável ter garantia de salvação? Paulo responde a essas questões quando escreve sua carta aos romanos. Vamos, tratar aqui de cinco afirmações categóricas que nos afirmam a soberania de Deus na salvação.  
Em primeiro lugar, Deus nos conheceu desde a eternidade (Rm 8.29). Deus nos conheceu de antemão. Ele nos amou desde toda a eternidade. Amou-nos não porque viu algo em nós que despertasse seu amor, mas amou-nos incondicionalmente. Antes do sol brilhar no horizonte, Deus já havia colocado em nós seu coração. Antes dos mundos estalares virem à existência, nós já estávamos no coração de Deus. Seu amor por nós é eterno, incomensurável e incondicional.
Em segundo lugar, Deus nos predestinou para a salvação (Rm 8.30). Deus nos predestinou em Cristo, para a salvação, antes da fundação do mundo, desde o princípio, pela santificação do Espírito e fé na verdade, a fim de sermos santos e irrepreensíveis perante ele. Deus não nos escolheu porque previu que iríamos crer em Cristo; cremos em Cristo porque ele nos escolheu. A escolha divina é a causa da fé e não sua consequência. Deus não nos escolheu porque viu em nós santidade; fomos eleitos para sermos santos e irrepreensíveis e não porque éramos santos e irrepreensíveis. A santidade não é a causa da eleição, mas seu resultado. Deus não nos escolheu porque viu em nós boas obras; somos feitura dele, criados em Cristo Jesus, para as boas obras, e não porque praticávamos boas obras. As boas obras são fruto da escolha divina e não sua raiz.
Em terceiro lugar, Deus nos chamou eficazmente (Rm 8.30). Todos aqueles que são escolhidos por Deus na eternidade, por quem Cristo morreu no calvário, são chamados à salvação, e chamados eficazmente. O homem pode até resistir temporariamente a esse chamado, mas não finalmente. Jesus disse que ninguém pode vir a ele se o Pai não o trouxer. Disse, também, que suas ovelhas ouvem sua voz e o seguem. Os que Deus predestina, Deus chama. Há dois tipos de chamados: um externo e outro interno; um dirigido aos ouvidos e outro ao coração. Aqueles que são predestinados, ao ouvirem a voz do bom pastor, atendem-na e o seguem.
Em quarto lugar, Deus nos justificou por sua graça (Rm 8.30). Aqueles que são amados, escolhidos e chamados são também justificados. A justificação é uma obra de Deus por nós e não em nós; é um ato e não um processo. É uma declaração forense feita diante do tribunal de Deus e não uma infusão da graça. É completa e irrepetível. Por isso, não possui graus. O menor crente está tão justificado quanto o indivíduo mais piedoso. Pela obra substitutiva e vicária de Cristo na cruz somos declarados quites com as demandas da lei de Deus. Não pesa sobre nós mais nenhuma condenação. Nossos pecados passados, presentes e futuros já foram julgados na pessoa de Cristo, nosso substituto e fiador. Nossos pecados foram colocados na conta de Cristo e a justiça de Cristo foi colocada em nossa conta. Estamos quites com todas as demandas da justiça divina.
Em quinto lugar, Deus nos glorificou pelo seu poder (Rm 8.30). Embora a glorificação seja um fato futuro, que se dará na segunda vinda de Cristo, na mente e nos decretos de Deus já é um fato consumado. Mesmo que o caminho seja estreito e juncado de espinhos. Mesmo que os inimigos nos espreitem e toda a fúria de Satanás seja despejada contra nós, nada nem ninguém, neste mundo ou mesmo no porvir poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus nosso Senhor. Nossa salvação foi planejada, executada, aplicada e assegurada por Deus. A Deus, portanto, a glória, agora e sempre por tão grande salvação!
Divulgação: Púlpito Cristão

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Patrística


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O termo patrística é o nome dado ao estudo relacionado aos pensamentos e exposição dos acontecimentos teológicos, dos Pais da Igreja, é importante salientar as diferenças entre o estudo de Patristica e da Patrologia, estes se referem à vida, acontecimentos de modo geral, como nascimento, onde viveram e cresceram, é importante entendermos que os “Pais da Igreja” são assim chamados àqueles que foram os primeiros Escritores Ortodoxos da Igreja Primitiva.

Temos por base, que estes assim chamados Pais, são aqueles que viveram entre o século II e o século VI, após este período,não existem mais Pais, dentre suas definições podemos evidenciar uma preocupação com a Santidade de Vida, uma vida piedosa dentro da Igreja, homens de uma ortodoxia destacada, e com reconhecimento por parte de sua teologia e espiritualidade.

Embora os Pais vivessem em um ambiente com muita influencia da filosofia grega, não podem ser condenados por isso, porque apesar de abraçarem algumas linhas de raciocínio grego, não se deixavam comprometer em sua maioria pelo descaso de sua ortodoxia, podemos destacar alguns pensamentos gregos, como do Logos, como sendo o acesso à criação, por ser similar ao Cristianismo, também por em alguma medida, influenciados pelo Platonismo, por esse se referir a dois mundos, um material imperfeito e um perfeito das ideias, também sobre a imortalidade da alma, apesar desses itens na filosofia grega não se referir propriamente ao Cristianismo, eles usaram dessas semelhanças para desenvolver muitas vezes suas teologias.

Embora tenham muitas vezes exagerado em suas considerações, como o caso da teologia Apofática de um Deus Impassível, devemos levar em consideração também que tinham uma vida dedicada ao estudo da Bíblia e pela sua vida de santidade, sua simpatia pelo estoicismo,não pelos estoicos serem cristãos, antes pela maneira como se comportavam, com domínio próprio, não movidos pelas paixões, e isto parecia muito similar a maneira cristã de se comportar, dizer que os Pais, eram totalmente influenciados pela filosofia grega, é uma inverdade e falta de conhecimento.

Podemos destacar que os Pais podem ser divididos em algumas classes, entre elas:

Pais Apostólicos. Foram os primeiros Pais da Igreja, composto de pessoas e documentos, entre eles podem ser citados, Clemente de Roma, Inácio de Antioquia, e Policarpo, e os outros curiosamente são escritos, Didaque, Pastor de Hermas, Epistola de Dioguineto, Papias, Epístola de Barnabé, sua contribuição é de uma teologia simples, uma vida reta, arrependimento e o cuidado com os falsos mestres.

Depois disso, os Pais podem ser divididos em classes quanto a sua origem, Pais ocidentais, de fala grega, Pais Orientais, de fala latina, e também em defesa ortodoxa, em apologistas e polemistas. E por fim ainda podem ser classificados como Ante- Nicenos, Pós Nicenos e Nicenos, segundo o concílio de Niceia de 325 D.C.

Os Apologistas estavam mais preocupados com a defesa ou explicação do Cristianismo, diante das autoridades, e também dos intelectuais da época, e das fofocas do povo de maneira geral, faziam mais uma espécie de explanação sobre o Cristianismo de maneira a provar que ele é a única verdade, podemos citar entre os principais apologistas, Tertuliano de Cartago, Justino Mártir, Atenágoras entre outros.

Os Polemistas estavam muito mais inclinados em uma refutação sobre as falsas doutrinas, como Heresias legalistas, dos Ebionitas e das heresias filosóficas como gnosticismo, maniqueísmo e neoplatonismo, dentre as varias ramificações gnósticas, podemos incluir os docetistas, marcionistas, destacam-se nessa categoria, Irineu, Clemente entre outros.

Por último vemos os Pais da Igreja, do quarto século, que tinham seu maior interesse fazer uma espécie de exposição bíblica das escrituras, em um tempo chamado Era Dourada, entre os quais se destacam, Ambrosio, Jerônimo, Agostinho, Atanásio, Basílio de Cesárea, Crisóstomo, entre outros, sem dúvidas foi o período de maior intensidade de mentes brilhantes.

Ainda outras heresias e ensinamentos errados, foram combatidos severamente pelos Pais, como Arianismo, Pelagianismo e monarquianismo. Em geral a grande discussão e defesa por parte da Patrística, foram :

Relação entre Cristo e o Pai.
Relação entre as naturezas de Cristo
Natureza humana. 
 
Temos neles, sem dúvidas uma grande fonte de teologia ortodoxa, onde podemos aprender sobre Trindade, graça, e divindade de Cristo.

Graças a Deus, que Ele usa homens imperfeitos , e os capacita a defender sua Palavra, que permanece para sempre.

Glórias a DEUS

Guinho

quarta-feira, 18 de julho de 2012

É o Espírito Santo que produz o resultado e não nós!



Precisamos depender do Espírito de Deus em nossos resultados. Nenhum homem dentre nós realmente acha que poderia regenerar uma alma. Não somos tão tolos a ponto de reivindicar poder para mudar um coração de pedra. Talvez não ousemos presumir algo tão grandioso, contudo, podemos achar que, pela nossa experiência, podemos ajudar as pessoas a passar por suas dificuldades espirituais. Será que podemos? Podemos ter esperança que nosso entusiasmo mova a igreja viva diante de nós e empurre o mundo morto para trás de nós. Isso pode acontecer? Quem sabe, imaginamos que se pudéssemos apenas conseguir um avivamento, poderíamos facilmente assegurar um grande acréscimo à igreja? Vale à pena conseguir um avivamento? Os verdadeiros avivamentos não são presenteados?
         Podemos nos persuadir que tambores e trompetes e gritos farão muito. No entanto, meus irmãos, "o SENHOR não estava no vento" (1Rs 19.11). Resultados que valem à pena vêm daquele silencioso, mas onipotente Obreiro, cujo nome é o Espírito de Deus: nele, e somente nele, precisamos confiar para a conversão de uma única criança da escola dominical e para todo avivamento genuíno. Devemos olhar para ele para conservar nosso povo junto e edificá-los em um templo santo. O Espírito poderia dizer, assim como disse nosso Senhor: "Sem mim vocês não podem fazer coisa alguma" (Jo 15.5).
         O que é a igreja de Deus sem o Espírito Santo? O que seria o Hermom sem o orvalho ou o Egito sem o Nilo? Veja a terra de Canaã, quando a maldição de Elias caiu sobre ela, por três anos não sentiu orvalho nem chuva: assim seria o cristianismo sem o Espírito. O que os vales seriam sem seus córregos, ou as cidades sem seus poços, o que os campos de milho seriam sem o sol, ou a safra de vinho sem o verão--assim seriam nossas igrejas sem o Espírito. Como não podemos pensar no dia sem luz, na vida sem respiração, no céu sem Deus, também não podemos pensar no culto cristão sem o Espírito Santo.
         Nada pode substituí-lo: os pastos são um deserto, os campos frutíferos são áridos, o Sarom definha e o Carmelo é consumido pelo fogo. Bendito Espírito do Senhor, perdoa-nos por tê-lo desprezado, por tê-lo esquecido, por nosso orgulho auto-suficiente, por resistir a sua influência e apagar seu fogo! Daqui em diante opere em nós de acordo com sua excelência. Faça nosso coração ternamente impressionável, depois nos faça como cera para o sinete e estampe em nós a imagem do Filho de Deus. Com tal oração e confissão de fé, deixe-nos perseguir nosso objetivo no poder do bom Espírito de quem falamos.
         O que o Espírito Santo faz? Amado, que boa ação ele não faz? Ele desperta, convence, ilumina, limpa, guia, preserva, consola, confirma, aperfeiçoa e usa. Quanto pode ser dito de cada uma dessas ações! É ele quem opera em nós para o querer e o fazer. Ele que operou todas as coisas é Deus. Glória seja dada ao Espírito Santo por tudo que realizou em naturezas tão pobres e imperfeitas como a nossa! Nada podemos fazer à parte da seiva de vida que flui para nós de Jesus, a Videira. Aquilo que é de nós mesmos só serve para nos causar vergonha e confusão. Não damos um passo em direção ao céu sem o Espírito Santo. Não guiamos outros para o caminho do céu sem o Espírito Santo. Não temos nenhum pensamento aceitável, nem palavra, nem ato sem o Espírito Santo. Mesmo o levantar dos olhos e da esperança ou a oração exclamatória que exprime o desejo do coração deve ser obra dele. Todas as coisas boas, do começo ao fim, vêm dele e por meio dele. Não há risco de exagero aqui. Contudo, será que traduzimos essa convicção em nossa conduta atual?

Charles H. Spurgeon

terça-feira, 17 de julho de 2012

Nossa dívida de pecado e o Evangelho da Cruz


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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Do fundamentalismo ao liberalismo sem nunca ter passado pela reforma - ou, para onde caminha a igreja brasileira?




Do fundamentalismo ao liberalismo sem nunca ter passado pela reforma - ou, para onde caminha a igreja brasileira?

Por Franklin Ferreira

Espanta-me nos debates teológicos recentes a falta de referência à Escritura. Alguns escritores propõem revisões radicais e na maioria das vezes uma ruptura com a tradição cristã na doutrina de Deus e da salvação sem a menor preocupação em remeter seus leitores (ou, pelo menos, suas tribos ou guetos) para a Escritura – que pelo menos em anos recentes era tomada como a incondicional Palavra de Deus por aqueles que se identificavam como cristãos. Mesmo em debates básicos, como sobre aspectos da ética cristã, são pautados não mais pela Escritura, mas pela mera opinião pessoal ou, no melhor espírito de manada, por seguir cegamente a opinião do líder. Vai-se assumindo que a Escritura pode até ser um livro importante, uma coletânea de bons conselhos, ou mesmo que contenha uma mensagem vagamente piedosa em meio a histórias de guerras, traições e matanças, mas que, finalmente, por meio de nossa razão ou intuição podemos alcançar e descobrir a Deus acima e além da Escritura.
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Isto não é novo. É o mesmo esforço religioso e idolátrico presente na construção da torre de Babel. E o relato bíblico é claro: Deus despreza a ação religiosa, bagunçando-a e repelindo-a, posto ela ser somente isto, esforço e idolatria. Mas, para os cristãos, quando as Escrituras falam, é Deus mesmo quem fala, e fala a nós. Deus dixit! Dominus dixit! E nas Escrituras aprendemos que, do começo ao fim, é o Senhor Deus todo poderoso quem busca os seus, por pura misericórdia, em Cristo Jesus.

Outrora, os fundamentalistas usavam a Escritura como texto-prova (dicta probantia). Podiam praticar uma hermenêutica literalista ou ingênua, no entanto havia uma genuína preocupação em citar o texto bíblico, de remeter seus ensinos para a Escritura. Hoje, nem isto. De um lado, a invasão dos métodos críticos na interpretação da Escritura supostamente tornou sem razão afirmar algo a partir das Escrituras, já que esta, para muitos dos que seguem tais metodologias, não é mais inspirada, mas mero produto humano. Do outro lado, as supostas novas revelações ligadas aos bispos e apóstolos neo-pentecostais tornaram a Escritura um mero acessório em suas comunidades. Por isto, no âmbito eclesiástico, basta unir alguns chavões piedosos à linguagem religiosa, e qualquer ideia passará facilmente por “cristã”. E os fiéis a seguem, sem nem mesmo se preocuparem em examinar “as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (Atos 17.11). A nobreza foi perdida. Por isso, o que se tem é o ressurgimento do velho gnosticismo, mais uma vez tentando se parecer com o cristianismo. Mas gnosticismo não é cristianismo.

Na medida em que importantes segmentos da igreja brasileira loucamente tentam colocar de lado o “bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores; o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível” (1Tm 6.15-16), uma nova casta sacerdotal vai surgindo, com seus apóstolos e bispos endinheirados, e com certos eruditos que constantemente precisam apelar à falácia do argumento magister dixit, enquanto se agarraram às teorias críticas do século XIX como se fossem a última moda teológica, todos igualmente caricatos e bufões. E vive-se o absurdo onde abandonar a Escritura, desprezar a igreja, transformar Jesus num curandeiro ou mestre inofensivo é ser de vanguarda, mas qualquer crítica feita a esta nova classe sacerdotal, grandemente responsável por esta doença, equivale à blasfêmia, atraindo a ira e a revolta de seus cegos seguidores, que se juntam em correntes de ódio.

E nisto novas ideias tentam tomar o lugar da reta doutrina, do puro evangelho – pode ser o pelagianismo, a mensagem da prosperidade, o teísmo aberto ou o marxismo cultural, que tomou de assalto todas as esferas da sociedade, que anseia por inaugurar um suposto milênio na terra, a utopia totalitária do “outro mundo possível”. Tristemente, alguns cometem a alucinada infâmia de tentar misturar a absoluta Palavra de Deus em Jesus Cristo com uma ideologia corrupta e corruptora, o sistema de ideias mais assassino da história. Em sua loucura, todos estes pervertem a mensagem cristã, seguindo não mais o Evangelho, mas correndo atrás de outro tipo de anúncio (ἕτερον εὐαγγέλιον), mera perversão ou caricatura, não mais a boa nova da salvação de Deus em Cristo, que justifica, redime, reconcilia e adota ímpios pela fé somente, regenerando-os por meio da obra do Espírito Santo. A mensagem para estes que abandonaram a pura Palavra de Deus é: “Mas ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregue um evangelho diferente do que já vos pregamos, seja maldito. Conforme disse antes, digo outra vez agora: Se alguém vos pregar um evangelho diferente daquele que já recebestes, seja maldito” (Gl 1.8-9).

Tristemente, o veredito de Bonhoeffer sobre o cristianismo nos Estados Unidos do fim da década de 1930 descreve com exatidão os evangélicos no Brasil: 

“Deus não concedeu ao cristianismo americano nenhuma reforma. Ele lhe concedeu vigorosos pregadores reavivalistas, pastores e teólogos, mas nenhuma reforma da igreja de Jesus Cristo por meio da Palavra de Deus. Qualquer coisa das igrejas da Reforma que chegou à América ou está em exclusão consciente e afastada da vida geral da igreja ou foi vítima do protestantismo sem reforma… A teologia americana e a igreja americana como um todo nunca foram capazes de compreender o significado da ‘censura’ pela Palavra de Deus e tudo o que isso significa. Do primeiro ao último, eles não entendem que a ‘censura’ de Deus toca até mesmo a religião, o cristianismo da igreja e a santificação dos cristãos, bem como que Deus fundou sua igreja para além da religião e para além da moralidade. Um sintoma disso é a adesão geral à teologia natural. Na teologia americana, o cristianismo ainda é essencialmente religião e moralidade. Por causa disso, a pessoa e a obra de Cristo, na teologia, vão permanecer em segundo plano e, por longo tempo, ficar incompreendidas, porque não são reconhecidas como o único fundamento do julgamento e do perdão radical. A principal tarefa na atualidade é o diálogo entre o protestantismo sem reforma e as igrejas da reforma.” [Dietrich Bonhoeffer, “Protestantism without the Reformation”, em Edwin H. Robertson (org.), No Rusty Swords: Letters, Lectures and Notes, 1928-1936 (Londres: Collins, 1965), p. 92-118.]
 A crítica deste mártir sobre o cristianismo nos Estados Unidos está essencialmente correta, e se aplica integralmente a nós, hoje, no Brasil. Em resumo, para grande parte dos evangélicos brasileiros, o cristianismo é essencialmente sobre o que se faz para Deus. E é justamente neste ponto que rompemos totalmente com a fé bíblica redescoberta na Reforma, pois esta enfatiza e ensina somente o que Deus faz por nós por meio do Cristo crucificado, dando prioridade à graça livre e soberana, agindo em meio ao nosso pecado, vício e escravidão existencial, redimindo-nos e tornando-nos novas criaturas. A mensagem do evangelho não é um recurso para melhorar nossa autoestima ou para nos ajudar a ascender socialmente, ou fazer a igreja crescer em cinco passos ou qualquer outra coisa deste gênero; é sobre ouvir e crer na mensagem revelada na Escritura sobre a graça de Deus em Cristo crucificado; é sobre nossa morte e ressurreição, nossa morte e ressurreição diária, enquanto aguardamos novos céus e nova terra.


- Sobre o autor: Bacharel em Teologia pela Escola Superior de Teologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e Mestre em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. É diretor e professor de teologia sistemática e história da igreja no Seminário Martin Bucer, em São José dos Campos, São Paulo, e consultor acadêmico de Edições Vida Nova. Autor dos livros Teologia Cristã e Teologia Sistemática (este em coautoria com Alan Myatt), publicados por Edições Vida Nova, e Gigantes da Fé e Agostinho de A a Z.
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Fonte: [ Teologia Brasileira ]

sábado, 14 de julho de 2012

Deus espera frutos de você




Assim como Cristo tinha o direito de esperar fruto de uma figueira que trazia folhas, assim também Ele tem o direito de esperar grandes coisas daqueles que se declaram Seus seguidores que nEle confiam. Oh, como esse fato deve levar o pregador a tremer! Não deveria afetar um bom número de vocês da mesma maneira?

Fruto é o que o Senhor deseja ardentemente. O Salvador, quando chegou até à figueira, não estava desejando folhas; porque lemos que Ele teve fome, e a fome humana não pode ser removida pelas folhas de uma figueira. Desejava comer alguns figos; e Ele anseia por receber frutos de nós, também. Ele sente fome de termos santidade: Ele anseia para que o Seu gozo esteja em nós, para que o nosso gozo seja completo. Ele Se aproxima de cada um de vocês que são membros da Sua Igreja, e especialmente de'cada um de vocês que são líderes do Seu povo, e procura ver em vocês as coisas em que a Sua alma se deleita. Ele quer ver em nós o amor a Ele mesmo, o amor ao nosso próximo, a fé forte na revelação, a luta sincera a favor da fé que uma vez foi entregue aos santos, os rogos importunos na oração, e o viver cuidadoso em todas as áreas da nossa existência. Espera de nós ações que são de acordo com a lei de Deus e com a mente do Espírito de Deus; e se Ele não as receber, estará sendo privado daquilo que Lhe é devido. Para que Ele morreu, senão para tornar santo o Seu povo? Para que Ele Se entregou, senão para santificar para Si um povo zeloso de boas obras? Qual foi a recompensa do suor sanguinolento das cinco feridas e da agonia da morte, senão que por tudo isso fomos comprados por um preço? Nós O despojaremos da Sua recompensa se não O glorificarmos, e por isso o Espírito de Deus fica entristecido diante da nossa conduta se não proclamarmos os Seus louvores por meio de nossas vidas piedosas e zelosas.

E notem bem quando Cristo Se aproxima de uma alma Ele a examina com discernimento agudo. DEle não se zomba. Não é possível enganá-lo. Já pensei ser figo aquilo que acabou se revelando mera folha — mas nosso Senhor não comete nenhum engano assim; nem deixará desapercebidos os figos pequenos, que acabam de brotar. Ele conhece o fruto do Espírito, seja em que estágio este se achar; Ele nunca confunde a expressão fluente com a possessão real no coração, nem a graça real com a mera emoção. Amados, vocês estão em boas mãos quanto à prova da sua condição quando o Senhor Jesus vem lidar com vocês. Seus companheiros são apressados em seus julgamentos, e podem ser censuradores, ou parciais; mas o Rei pronuncia uma sentença justa. Ele sabe exatamente onde estamos, e o que somos; julga, não segundo a aparência, mas segundo a verdade. Quem dera que nossa oração subisse ao céu nesta manhã: "Jesus, Mestre, vem lançar Teu olhar perscrutador sobre mim, e julga se estou vivendo para Ti, ou não! Conceda-me que eu veja a mim mesmo conforme Tu me vês, a fim de que meus erros sejam corrigidos, e minhas graças nutridas. Senhor faça com que eu seja realmente aquilo que professo ser; e se ainda não o sou, convença-me da minha falsa condição, e comece uma obra genuína na minha alma. Se eu sou Teu, e se estou certo aos Teus olhos, conceda-me uma palavra bondosa de segurança para cessar os meus temores, e alegremente me regozijarei em Ti como o Deus da minha alma.

Charles H Spurgeon

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Vitoriosa Obra da Cruz


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Se Cristo morreu pelo mundo inteiro, logo nenhum poderia se perder, porque a obra da cruz foi, é, e sempre será perfeita, e se ela sendo por todos, não foi suficiente, ou as escrituras mentem, ou então entendemos distorcidamente. Sem duvidas que Cristo morreu para substituir pecadores, ele foi a expiação pelos pecados e a propiciaçao pela justiça divina. Quando João fala todo mundo, ele se refere a todo tipo de pessoas, e não a todas. De igual forma que podemos em uma sala dizer que estamos “todos” ali, mas não seriam todos que existem!

Preço esse que nunca conseguiríamos pagar, por isso, Deus enviou Seu Filho unigênito, por todo que nele crê (Jo 3:16), porem tenhamos claro, que não foi por todos e sim por aqueles que de antemão o pai predestinou (Rom8:29-30), e a esses justificou, se Cristo tivesse morrido por todos, muitos seriam condenados duas vezes, uma no Calvário e a outra pelo não crer, longe de mim tal blasfêmia, porque a morte substitutiva por pecadores, foi final e completa e se ela não é particular aos eleitos, o sangue precioso de Cristo foi derramado em vão?

De maneira banal, o sangue, a divida foi paga, e agora o pecador injusto pode escolher se quer ou não usa-lo em seu favor? Que fique bem claro que este ensino, agride e ofende a preciosa obra redentora da cruz, redentora porque éramos servos do Diabo, algemados, inclinados a todo tipo de podridão, de nossa vontade pecadora, e Cristo nos resgata desse poder maligno e liberta-nos das garras de Satanás, (Cl1:13) fique claro que a obra vicária nunca pagou preço algum a Satanás, antes nos permitiu a adoção como filhos, nos quais Deus elegeu antes da fundação do mundo. (Ef 1:4)

Se a obra de Cristo é substitutiva, logo ela resgatou os que foram predestinados a crerem. Que grande humilhação, saber que não depende de nos a tão grande salvação, que ultraje e ofensa à soberba a obra da carne em nossas vidas, acaso Deus abriria mão de Sua Gloria? Colocando essas decisões a mero cargo humano?

A única coisa que podemos ansiar é pelo crer e se arrepender, esta é a parte que nos cabe, e poder se alegrar que Deus escolha pecadores para serem justificados com a obra substitutiva, não como exemplo, mas sim como propiciaçao.

Obrigado pelo Evangelho Senhor!

Guinho

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Porque, quem te faz diferente?


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Porque, quem te faz diferente? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido? 1 Coríntios 4:7

Não há bem nenhum em nós, pobres pecadores, pelo tempo que desfalecemos junto ao primeiro homem, é humilhante e cínico tentar se sobressair diante de uma vida pecaminosa e maldosa, tudo que pode existir de bem em você, só é possível, pelo segundo homem, aquele que substituiu na morte de cruz, a justiça sobreposta aos eleitos.

Todos estão mortos em Adão (Ef 2:1), e de forma nenhuma seria injusto que fossemos todos condenados, mas graças a Deus, que não foi assim que o Soberano planejou e decretou antes que o mundo existisse, não por obras para que ninguém se glorie, (Ef2: 9) mas pela Sua livre Graça, (Ef2:8) porque se o homem pudesse escolher, o que de fato não pode,porque sua vontade não é livre, (Jo 5:40), porém se pudesse, já não seria mais livre Graça e tão pouco Graça.

Se um pecador pode escolher, então lanço um desafio, o desafio a não mais pecar, faça essa escolha se de fato ela é livre, como prova disso, porém é impossível, porque em Adão continuamos a escolher, mas não livremente, porque nossa natureza é suja e rebelde, e nunca nos voltaremos sozinhos a Deus, porque não podemos e também porque não queremos, se o Espírito não nos vivificar com poder, não podemos nos voltar, porque somos filhos da ira, mortos em delitos e transgressões, amando o mundo e sendo inimigos de Deus.

Nossa livre escolha, onde está? Como Apóstolo Paulo diz, onde está vossa jactância? Reconhecemos que tanto a salvação, quanto a fé para isso, provem da Graça de Deus, sendo assim que mérito temos? Nenhum, porque se Deus previsse de antemão os que teriam fé, e assim os elegessem, a eleição não seria necessária, pois estes já teriam a fé necessária de qualquer jeito.

Ora, isso é antibíblico e impossível, porque todos pecaram, todos se fizeram imundos e carecem da Gloria de Deus. Prostrados, e com o rosto na terra, humilhemos e imploremos a vinda do Santo Espírito para vivificar, porque Ele, em Cristo, é o único que nos regenera.

Glorias a Deus

Guinho 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Um Chamado a Santidade


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"Deus não nos chamou para impureza, e sim para santificação" 1 tessalonicenses 4:7

Em cada espaço do atribulado e corrido tempo, no jogo falível da vida mortal, o dono, criador, Imortal, atemporal, inefável e imutável Deus, chama os homens e mulheres a santidade. Em meio a um mundo corrupto, que se regozija estarem em constante comunhão com o pecado, mantendo seu estado em constante alegria e gozo pelo pecado, atitudes essas que demonstram a maratona de passos largos, com destino certo para o Inferno.

Todas essas coisas, esse transitar pela corrida da perdição eterna, por sua própria corruptibilidade e anseio maligno, herdados estes em Adão, nosso primeiro pai, os norteiam a um caminho que aos olhos podem parecer agradáveis, mas o seu fim é morte(Pv 16 :25).

Quando um homem cristão é levado a exortar uma criatura, não deve ter, como propósito, intuito moral ou estético, antes, procurar instruir segundo mandamento de DEUS, sede santos!

Que se pareça visível aos olhos humanos, que todo desejo de lascívia, desonra, impiedade terá um justo vingador, e quando alguém não deseja obediência e reverencia a um caminho santo, este não esta desobedecendo e rejeitando a homens e sim a DEUS, que é quem ordena santidade (1 ts 4-8).

Porque como diz o apóstolo, se dizemos que estamos nele, devemos andar como Ele andou (1 Jo 2:6).

Que Deus nos ajude!

Guinho

terça-feira, 10 de julho de 2012

Eu não Estou Salvo!



“Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos” (Jeremias 8:20)

NÃO ESTOU SALVO! Caro leitor, esta é a sua triste condição? Mesmo sendo avisado do julgamento por vir e exortado a buscar a salvação, ainda assim, até agora você não está salvo? Você sabe qual é o caminho da salvação; tem lido sobre isso na Bíblia; ouve pregações a respeito e amigos lhe explicam o assunto. Porém, apesar de tudo, você despreza e, portanto, não está salvo. Não haverá desculpas para você, quando o Senhor julgar os vivos e os mortos. O Espírito Santo tem abençoado, com maior ou menor intensidade, a Palavra que lhe é pregada; tem trazido, da presença divina, momentos de refrigério. Mesmo assim, você se encontra sem Cristo. Assim como as estações, essas oportunidades de esperança lhe chegaram e se foram - seu verão e sua colheita já passaram - e você ainda não está salvo.

Os anos se sucedem em direção à eternidade; logo chegará o último ano de sua vida. Sua juventude logo passará; sua varonilidade estará se escoando, e você ainda não está salvo. Pergunto-lhe: Você será salvo ainda? Há qualquer possibilidade disso? Mesmo as ocasiões mais propícias não lhe levaram a salvação. Seria o caso de outras oportunidades alterarem a sua condição? Vários meios já falharam com você; até mesmo o melhor dos métodos, usado com perseverança e com a maior afeição. O que mais poderá ser feito por você? A aflição e a prosperidade não mais lhe impressionam; lágrimas, orações e sermões se perderam em seu coração vazio. Não se esgotaram as probabilidades de você um dia ser salvo? Não é mais que provável que você permanecerá como está, até que a morte feche para sempre as portas da salvação? Você poderá rejeitar esta suposição; entretanto, ela é racional, pois quem não se lava em águas abundantes, quando as encontra, muito provavelmente permanecerá imundo até o fim. Se o tempo apropriado não chegou, por que haveria de chegar? É natural temer que ele nunca chegará e que, à semelhança de Félix, você nunca encontre ocasião apropriada, até que esteja no inferno. Oh! Considere o que é o inferno e a terrível possibilidade de ser em breve lançado nele!

Leitor, caso você morra sem ser salvo, não haverá palavras para descrever a sua perdição. Você deveria lamentar-se profundamente pela triste estado, falar a respeito dele com gemidos e ranger de dentes. Você será punido com a destruição eterna, banido da glória do Senhor e da glória do seu poder. Esta voz amiga deseja alertá-lo e conduzi-lo à uma vida de seriedade. Oh! Seja sábio a tempo e, antes que passe a oportunidade, creia em Jesus, que é capaz de salvá-lo completamente. Utilize o tempo presente para refletir. Se, em humilde fé em Cristo, houver arrependimento em sua vida, isto será o melhor a lhe acontecer. Não permita que este ano passe e você continue sem perdão; nem que o repicar dos sinos do ano novo o encontrem sem o gozo verdadeiro. Creia em Jesus e viva - agora, agora, agora.

“Livra-te, salva a tua vida; não olhes para trás, nem pares em toda a campina; foge para o monte, para que não pereças” (Gn. 19:17). 

Charles H. Spurgeon

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Os Cânones de DORT


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Podemos entender os Cânones de DORT, como uma reunião na Holanda, com intuito de defender a fé reformada, contra algumas acusações  em torno da teologia Arminiana, nas quais foram refutadas e declaradas antibiblicas e também em virtude de que ela contrariava as confissões Belgas e o catecismo de Heildelberg, de maneira que eles sugeriam mudanças na forma de suas confissões de maneira a ficar em conformidade com seu protesto conhecido como Remonstrance, que acolhia cinco pontos de fé, dentro de sua defesa de fé.

Embora essa tenha sido a principal causa, também existiram como sempre causas políticas, sociais, sendo que a Holanda era a principal fronteira para o rei James, perante o grandioso império Espanhol, radicalmente católico, e a não conformidade do entendimento das doutrinas calvinistas, possivelmente enfraqueceriam e poderiam dar entrada em uma inclusão Espanhola, dentro do Reino Unido, então além do tratamento de choque contra essa doutrina distorcida biblicamente, o perigo iminente de uma invasão no reino unido, fez com que o rei Tiago tomasse providencias para agilizar esse Sínodo.

Os pontos definidos pelo arminianismo 

Podemos resumir:

O homem consegue por não ser totalmente depravado no pecado, crer no evangelho quando lhe for apresentado.

1-O homem não está sujeito a Deus de tal modo que não consiga rejeitá-lo

2-A eleição divina esta baseada no fato de que Deus saberia quem creria e assim elegeu.

3-A morte de Cristo, não foi substitutiva e vicária e ela não garante a salvação, ela simplesmente criou a possibilidade de salvação para os que creem, 

4-Os crentes têm por sua própria e livre escolha manter-se em um estado de graça, e conservar a sua fé, aqueles que não conseguem mante-la se perdem e desviam-se.

5-A perseverança não é resultado de dom de Deus obtido pela morte de Cristo e nem da eleição, é uma condição que o homem de vê buscar pela sua livre vontade.

Fica então definido, que a salvação depende principalmente da vontade humana, pois a fé salvadora é tida desde seu começo até o final como obra do homem e não de DEUS.

Através da reunião do sínodo de DORT reunido em 1618, na Holanda a fim de examinar os pontos de vista de Arminio a luz de toda base bíblica, após um exame minucioso e detalhado feito pelos maiores teólogos da época, o Sínodo concluiu sob a luz das escrituras, que este tipo de ensino tinha que ser rejeitados como não bíblicos, foi tido por unanimidade, além desta rejeição, foram elaboradas as defesas bíblicas, com base em cinco capítulos de defesa, que ficaram então conhecidos como os cinco pontos do calvinismo e futuramente como TULIP.

Ficam registrados como refutação dos erros:

1-depravação total, Todos os homens são concebidos em pecado e nasce como filhos da ira, inclinados para o mal, escravos do pecado, a incapacidade do homem vir por si só a Cristo, em vista de que com o pecado, sua vontade é totalmente presa ao pecado e assim, ele é incapaz de vir sozinho, porque ele não deseja  e não pode vir a Cristo ,é necessário que tenha uma ação do Espírito Santo nele, para que ele possa ser liberto e assim seja trazido a Cristo.( Gn 2:17; Gn 6:5; Gn 8:21 / 1Rs 8:46 / Jo 14:4 / Sl 51:5 / Sl 58:3 / Ec 7:20 Is 64:6 / Jr 4:22; Jr 9:5-6; Jr 13:23; Jr 17:9 / Jo 3:3; Jo 3:19; Jo 3:36;Jo 5:42; Jo 8:43,44 / Rm 3:10-11; Rm 5:12; Rm 7:18, 23; Rm 8:7 /1Co 2:14 / 2Co 4:4 / Ef 2:3 / Ef 4:18 / 2Tm 2:25-26 / 2Tm 3:2-4 / Tt 1:15)

2-Eleição incondicional- Toda humanidade é condenável diante de DEUS, por isso não seria injusto se ele resolvesse deixar toda raça humana no seu próprio pecado e decidido condena-la por causa do pecado, e ela não é baseada em uma fé prevista, boa qualidade ou disposição, a eleição é a fonte de todos os bens da salvação, e é baseada no bom propósito de DEUS somente(Dt 4:37; Dt 7:7-8 / Pv 16:4 / Mt 11:25; Mt 20:15-16; Mt 22:14 / Mc 4:11-12 Jo 6:37; Jo 6:65; Jo 12:39-40; Jo 15:16 / At 5:31; At 13:48; At 22:14-15 /Rm 2:4; Rm 8:29-30; Rm 9:11-12; Rm 9:22-23; Rm 11:5; Rm 11:8-10 /Ef 1:4-5; Ef 2:9-10 / 1Ts 1:4; 1Ts 5:9 / 2Ts 2:11-12; 2Ts 3:2/ 2Tm 2:10,19/1 Pe 2:8 / 2 Pe 2:12 / Tt 1:1 / 1Jo 4:19 / Jd 1:3-4 / Ap 13:8; Ap 17:17)

3-Expiação limitada-A justiça de Deus exige punição, Deus é misericordioso e justo, sua justiça exige que nossos pecados, sejam punidos nesta vida e na futura, em corpo e alma, nós somos incapazes de satisfazer essa justiça, por nós mesmos não podemos nos livrar da ira de DEUS, então Ele em sua misericórdia deu seu único filho como fiador, em nosso lugar, ele foi feito pecado e maldição na cruz, essa foi a vontade soberana de DEUS, que a morte de seu filho fosse estendida a todos eleitos, (1Sm 3:14 / Is 53:11-12 / Mt 1:21; Mt 20:28; Mt 26:28 / Jo 10:14-15 /Jo 11:50-53; Jo 15:13; Jo 17:6,9,10 / At 20:28 / Rm 5:15 / Ef 5:25 / Tt 3:5 /Hb 9:28 / Ap 5:9)

4-Graça irresistível, Tendo o homem incapacidade de responder ao chamado, por sua incapacidade vinda do pecado, o Espírito Santo retira as escamas espirituais, lhe dá um novo coração e uma nova natureza, no qual esse processo se chama novo nascimento, de forma que sua vontade é renovada e o pecador vem livremente a Cristo por sua própria e livre escolha, a graça pode ser resistida até que Deus venha com seu Espírito Santo e através dessa chamada especial interna o eleito venha entender e crer na verdade espiritual. ( r 24:7 / Ez 11:19-20; Ez 36:26-27 / Mt 16:17 / Jo 1:12-13; Jo 5:21; Jo 6:37; Jo 6:44-45 / At 16:14; At 18:27 / 1Co 4:7 / 2Co 5:17 / Gl 1:15 / Rm 8:30 / Ef 1:19-20 / Cl 2:13 / 2Tm 1:9 / 1Pe 2:9; 1Pe 5:10 / Hb 9:15)

5-Perseverança dos Santos-O regenerado não está livre de seu pecado, mas aqueles a quem o senhor chama a comunhão do seu filho e regenera, certamente o livra do domínio e escravidão do pecado, pecados diários de fraqueza surgem e até as melhores obras dos santos são imperfeitas, e a sua perseverança está intimamente ligada a santificação, a luta do crente contra o pecado dura a vida toda, porém Deus os renova efetivamente para o arrependimento, assim não é pelos seus próprios méritos ou forças, mas pela imerecida misericórdia de DEUS, pelo seu decreto imutável, e pelas suas promessas bíblicas, para nossa consolação, no entanto essa certeza não leva a acomodação, e muito menos que os eleitos se orgulhem ou se acomodem, ela é a verdadeira raiz de humildade, piedade, paciência oração fervorosas ,  não produz descuido e nem negligência em sua piedade, antes produz maior cuidado , diligência para guardar os caminhos do Senhor (Is 54:10 / Jr 32:40 / Mt 18:14 / Jo 6:39; Jo 6:51; Jo 10:27-29 / Rm 5:8-10; Rm 8:28-32, Rm 8:34-39; Rm 11:29 / Gl 2:20 / Ef 4:30 / Fp 1:6 / Cl 2:14 /2Ts 3:3 / 2Tm 2:13,19 / Hb 7:25; Hb 10:14 / 1Pe 1:5 / 1Jo 5:18 / Ap 17:14).

Fica então definido, que no processo da salvação, Deus pela sua livre graça é soberano, e que o homem não pode alcançar a salvação por sua própria vontade, porque ela é incapaz de se aproximar de DEUS, sem a ação do Espírito Santo, e logo se a graça não é livre, ela não é graça, se a salvação dependeria da fé dos eleitos, logo não precisaria de eleição, essa teologia calvinista, é totalmente submissa à autoridade soberana de DEUS, sem deixar as responsabilidades humanas de lado, mas sabendo que é somente pela graça que somos salvos, e isso não depende de nós, é dom de DEUS. (Ef2.8)

O sínodo de DORT refutou e provou por meio das sagradas escrituras os ensinamentos não bíblicos da teologia arminiana, e A grande diferença entre as duas, é de que em uma o homem é o personagem principal e ativo da historia (arminianismo), na outro Deus é a fonte de toda soberania e desejo (Calvinismo).

È importante de fato colocar que o calvinismo não se resume aos pontos destacados no acróstico TULIP, tão pouco, é uma teologia que remeta, a orgulho, prepotência, soberba e arrogância, pelo contrário, ela é extremamente humilhante, porque mostra ao crente, que ele por si mesmo é incapaz de se achegar a Cristo, remete aos cristãos serem os pioneiros e primeiros em evangelização, remete pela graça concedida de DEUS, serem extremamente agradecidos, e ansiarem por compartilhar do evangelho com as pessoas, diferentemente do que pode ser pensado ou presumido pelos que não conhecem a teologia e o formato das doutrinas, o Sínodo de DORT expõe de forma clara e evidente em que se resume.

Guinho

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Você não fez a si mesmo um Cristão


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quarta-feira, 4 de julho de 2012

O Calvinismo segundo Entendo


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Calvinistas estão entre as tradições religiosas mais mal compreendidas da história da Igreja. Sei perfeitamente que alguns deles fizeram por merecer. Há calvinistas que defendem suas convicções sem caridade, gentileza e sensibilidade para com quem diverge. Outros, não conseguem ouvir quem não seja calvinista. Não considero essas atitudes como intrínsecas ao calvinismo. As pessoas são assim porque lhes faltam domínio próprio e humildade, e não porque são calvinistas. Não há nada no calvinismo que exija que calvinistas sejam rudes, intransigentes, mal educados, excessivamente críticos e arrogantes.

Boa parte das acusações que têm sido feitas aos calvinistas, além de serem generalizações injustas, parecem proceder de uma falta de conhecimento adequado do que os calvinistas realmente acreditam. Como não falo por todos, vou dizer o que eu penso sobre alguns desses pontos mais polêmicos.

Para começar, o calvinismo não é um bloco monolítico. Há várias correntes dentro dele. Todas se vêem como legítimas herdeiras do legado de João Calvino, desde presbiterianos liberais até puritanos modernos. Considero-me um calvinista dentro da tradição teológica que elaborou e até hoje mantém a Confissão de Fé de Westminster, muito similar às demais confissões reformadas dos batistas, congregacionais, episcopais e reformados.

1 – Creio que Deus predestinou tudo o que acontece, mas não sou determinista. O Deus que determinou todas as coisas é um Deus pessoal, inteligente, que traçou seus planos infalíveis levando em conta a responsabilidade moral de suas criaturas. Ele não é uma força impessoal, como o destino. Não creio que os atos da vontade e da liberdade humanas sejam mera ilusão e que nossa sensação de liberdade ao cometê-los seja uma farsa, como o determinismo sugere. Eu acredito que as nossas decisões e escolhas são bem reais e que fazem a diferença. Elas não são uma brincadeira de mau gosto da parte de Deus. Os hipercalvinistas são deterministas quando negam a responsabilidade humana ou pregam a passividade dos cristãos diante de um futuro inexorável. Por desconhecer essa distinção, muitos pensam que todos os calvinistas são deterministas e que eles vêem o homem como um mero autômato.

2 – Creio que Deus é absolutamente soberano e onisciente sem que isso, contudo, anule a responsabilidade do homem diante dele. Para mim, isso é um mistério sem solução debaixo do sol. Não sei como Deus consegue ser soberano sem que a vontade de suas criaturas seja violentada. Apesar disto, convivo diariamente com essas duas verdades, pois vejo que estão reveladas lado a lado nas Escrituras, às vezes num mesmo capítulo e até num mesmo versículo! (Ex: Atos 2:23).

3 – Encaro a relação entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana como sendo parte dos mistérios acerca do ser Deus, como a doutrina da Trindade e das duas naturezas de Cristo. A soberania de Deus e a responsabilidade humana têm que ser mantidas juntas num só corpo, sem mistura, sem confusão, sem fusão e sem diminuição de ambas.

4 – Creio que Deus predestinou desde a eternidade aqueles que irão se salvar e, ao mesmo tempo, oro pelos perdidos, evangelizo e contribuo para a obra missionária. Grandes missionários da história das missões eram calvinistas convictos. Calvinistas pregam sermões evangelísticos e instam para que os pecadores se arrependam e creiam. Se quiserem um bom exemplo, leiam O Spurgeon que Foi Esquecido, de Iain Murray, publicado pela PES. Nunca as minhas convicções sobre a predestinação me impediram de ir de porta em porta, oferecendo o Evangelho de Cristo a todos, sem exceção. Após minha conversão, e já calvinista, trabalhei como evangelista e plantador de igrejas durante vários anos, em Pernambuco.

5 – Creio que Deus já sabe, mas oro assim mesmo. Sei que ele ouve e responde, e que minhas orações fazem a diferença. Contudo, sei que ao final, através de minhas orações, Deus terá realizado toda a sua vontade. Não sei como ele faz isso. Mas, não me incomoda nem um pouco. Não creio que minha oração seja um movimento ilusório no tabuleiro da predestinação divina.

6 – Não creio que Deus predestinou todos para a salvação. Da mesma forma, não creio que ele foi injusto nem fez acepção de pessoas para com aqueles que não foram eleitos. Não creio que Deus tenha predestinado inocentes ao inferno, pois não há inocentes entre os membros da raça humana. E nem que ele tenha deixado de conceder sua graça a pessoas que mereciam recebê-la, pois igualmente não há pessoa alguma que mereça qualquer coisa de Deus, a não ser a justa condenação por seus pecados. Deus predestinou para a salvação pecadores perdidos, merecedores do inferno. Ao deixar de predestinar alguns, ele não cometeu injustiça alguma, no meu entender, pois não tinha qualquer obrigação moral, legal ou emocional de lhes oferecer qualquer coisa. Penso assim pois entendo que a Queda de Adão veio antes da predestinação na seqüência lógica (não na seqüência histórica) em que Deus elaborou o plano da salvação.

7 – Creio que Deus sabe o futuro, não porque previu o que ia acontecer, mas porque já determinou tudo que acontecerá. Por isso, entendo que a presciência de que a Bíblia fala é decorrente da predestinação, e não o contrário. Quem nega a predestinação e insiste somente na presciência de Deus com o alvo de proteger a liberdade do homem tem muitos problemas. Quem criou o que Deus previu? E, se Deus conhece antecipadamente a decisão livre que um homem vai tomar no futuro, então ela não é mais uma decisão livre. Nesse ponto, reconheço a coerência dos socinianos e dos teólogos relacionais, que sentiram a necessidade de negar não somente a soberania, mas também a presciência de Deus, para poderem afirmar a plena liberdade humana.

8 – Creio que apesar de ter decretado tudo que existe desde a eternidade, Deus acompanha a execução de seus planos dentro do tempo, e se comunica conosco nessa condição. Quando a Bíblia fala de um jeito que parece que Deus nem conhece o futuro e que muda de idéia o tempo todo, é Deus falando como se estivesse dentro do tempo e acompanhando em seqüência, ao nosso lado, os acontecimentos. É a única maneira pela qual ele pode se fazer compreensível a nós. Quem melhor explica isso é John Frame, no livro Nenhum Outro Deus, lançado pela Editora Cultura Cristã. Minha esposa teve o privilégio de traduzir e eu de prefaciar essa obra, a primeira em português a combater a teologia relacional.

9 – Creio que Deus é soberano e bom, mas não tenho respostas lógicas e racionais para a contradição que parece haver entre um Deus soberano e bom que governa totalmente o universo, por um lado, e por outro, e a presença do mal nesse universo. Diante da perversidade e dos horrores desse mundo, alguns dizem que Deus é soberano mas não é bom, pois permite tudo isto. Outros, que ele é bom mas não é soberano, pois não consegue impedir tais coisas. Para mim, a Bíblia diz claramente que Deus não somente é soberano e bom – mas que ele é santo e odeia o mal. Ao mesmo tempo, a Bíblia reconhece a presença do mal do mundo e a realidade da dor e do sofrimento que esse mal traz. Ainda assim, não oferece qualquer explicação sobre como essas duas realidades podem existir ao mesmo tempo. Simplesmente pede que as recebamos, creiamos nelas e que vivamos na cereteza de que um dia ele haverá de extinguir completamente o mal e seus efeitos nesse mundo.

10 – Estou convencido que o calvinismo é o sistema doutrinário mais próximo daquele ensinado na Bíblia, ao mesmo tempo em que confesso que ele não tem todas as respostas. Todavia, estou convencido que os demais sistemas têm menos respostas ainda. Leio autores das mais diferentes persuasões teológicas. Às vezes tenho sido mais desafiado e tenho aprendido mais com livros de outras tradições. Não deixo de ouvir alguém somente porque não é calvinista. Há calvinistas que não são assim. Contudo, é uma injustiça acusar a todos de estreiteza, sectarismo, obscurantismo e preconceito.

Espero ter deixado claro que um calvinista, para mim, é basicamente um cristão que tem a coragem de aceitar as coisas que a Bíblia diz sobre a relação entre Deus e o homem e reconhecer que não tem explicações lógicas para elas. Para muitos, esse retrato é de alguém teologicamente fraco e no mínimo confuso. Mas, na verdade, é o retrato de quem deseja calar onde a Bíblia se cala.