sábado, 31 de março de 2012

Treze Regras Infalíveis para o Marido Destruir Seu Casamento


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Por Marcos Granconato

1. Não se preocupe com a vida espiritual de sua esposa. Não ore por ela e nem se empenhe para que ela cresça espiritualmente. Se ela está bem com Deus ou não, isso é problema dela.

2. Jamais fale do seu amor por ela e não se empenhe em demonstrá-lo. Lembre-se: amar a esposa não é um dever como a Bíbliaensina (Ef 5.25); amar é só um sentimento involuntário. E esse sentimento já passou há muito tempo.

3. Deixe a liderança espiritual da casa por conta da sua esposa. Ela é quem deve puxar você e os filhos para a igreja.

4. Não tome nenhuma iniciativa para resolver os problemas ou suprir as necessidades da casa. Quando a "coisa" complicar, deixe que ela resolva.

5. Tenha como a preocupação principal da sua vida o ganhar dinheiro. Por isso, faça muitas horas extras, economize evitando passear com a família e não perca tempo ficando à toa em casa. Lembre-se: o que importa é dar a eles um padrão de vida melhor, custe o que custar; e o sucesso no trabalho é mais importante do que o sucesso no lar.

6. Não consulte a opinião dela para nada. O que ela acha não interessa. Quem manda na casa é você. Não é isso o que a Bíblia ensina?

7. Critique a sua esposa incessantemente e trate-a com aspereza. Faça com que ela se sinta um lixo. Por outro lado, lembre-se de tratar outras mulheres com toda a simpatia, polidez e cavalheirismo. 1Pedro 3.7 é bonito, mas não funciona!

8. Não leve a sério os sentimentos dela. Quando ela chorar por que o bolo queimou ou por que uma peça de louça quebrou, trate-a com desdém. Afinal, isso é "coisa de mulher", não é mesmo?

9. Nunca a elogie por nada. Diga como sua mãe cozinha melhor que ela. Elogie a beleza de outras mulheres, porém jamais repare quando ela cortar ou mudar a cor dos cabelos para lhe agradar.

10. Jamais peça perdão a ela ou aos filhos. Pedir perdão iria diminuí-lo, torná-lo fraco e imperfeito, algo que você de fato não é!

11. Faça prevalecer sempre sua vontade, mesmo que esteja errado. Jamais ceda ou volte atrás em suas decisões, pois admitir erros e mudar de idéia poderia ser um mau exemplo para os filhos. Papai não erra!

12. Esqueça as datas importantes da vida de vocês como casal. Por exemplo: a data do casamento, a data do aniversário dela e o dia dos namorados.

13. Faça brincadeiras com sua esposa em público, expondo os defeitos que ela tem e as falhas que ela comete. Constrangê-la diante das pessoas vai fazer com que você se sinta superior (e engraçadinho!).
 
Fonte: Escola Charles Spurgeon

Ensina-me, ensina-me, ensina-me!



Dá-me entendimento, e guardarei tua lei; de todo meu coração a observarei.
(Sal 119.4)

Dá-me entendimento, e guardarei tua lei. Há aqui a mesma oração ampliada, ou, melhor, um suplemento que a intensifica. Ele não só necessita de instrução, mas também de poder para aprender; quer não apenas entender, mas também a obtenção de entendimento. A quanta miséria o pecado nos arrastou; pois ainda nos falta a faculdade para a compreensão das coisas espirituais, e seremos completamente incapazes de conhecê-las até que sejamos dotados de discernimento espiritual! Deus, em cada ato, nos dará compreensão? Esse é um milagre da graça! Entretanto, jamais será operado em nós até que tenhamos consciência de nossa necessidade; e nem mesmo descobriremos que somos carentes, até que Deus nos dê uma medida de compreensão para percebê-lo. Vivemos num estado de complicada ruína, da qual nada, senão a multiforme graça, pode livrar-nos. Aqueles que sentem sua estultícia são, mediante o exemplo do salmista, encorajados a orar por entendimento; que cada um, pois, pela fé clame: "Dá-me entendimento." Outros o tiveram; por que ele não me atinge? Ele foi um dom para eles; o Senhor não mo concederá graciosamente também a mim?

Não devemos buscar esta bênção simplesmente para nos tornarmos famosos em sabedoria, mas para que sejamos abundantes em amor pela lei de Deus. Aquele que tiver entendimento aprenderá, recordará, entesourará e obedecerá à lei do Senhor. O evangelho nos dá a graça para guardarmos a lei; o dom gratuito nos guia ao serviço santo; não há outro caminho para se alcançar a santidade senão pela aceitação do dom divino. Se Deus no-lo der, guardemo-lo; porém jamais guardemos a lei afim de obter a graça. O resultado seguro da regeneração, ou a obtenção do entendimento, é uma pia reverência pela lei e uma firme resolução de guardá-la no coração. O Espírito de Deus nos faz conhecer o Senhor e entender o máximo de seu amor, sabedoria, santidade e majestade; e o resultado é que passamos a honrar a lei e a entregar nosso coração à obediência da fé.

Mathew Henry sabiamente observa que "um entendimento iluminado consiste nisto: aquilo pelo que somos devemo-lo a Cristo; pois 'o Filho de Deus veio e nos deu entendimento'" (ljo 5.20). Qualquer escritor pode oferecer-nos algo para compreender, mas somente o Senhor Jesus pode dar-nos entendimento propriamente.

Charles H. Spurgeon

[Via]

sexta-feira, 30 de março de 2012

Alegria no sofrimento



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Romanos 8:18 Tenho para mim que os sofrimentos da vida presente não têm valor em comparação com a glória que há de ser revelada em nós.

Os sofrimentos da vida presente não têm valor nenhum se comparados com a glória que há de vir.

Então saibam de antemão que com o cristão não é diferente, teremos sofrimento durante toda a nossa vida. A diferença é que sofremos com Cristo e temos a certeza de que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.

Mas porque Deus permite que seu povo, o povo escolhido por Ele sofra? Porque Ele não leva de uma vez esse povo para junto Dele?

Deus permite que a gente sofra para moldar o nosso caráter.

O cristianismo é a única religião que te oferece o sofrimento como ferramenta para edificação do caráter. E é também a única a dizer que é possível ter alegria em meio ao sofrimento.

2 Coríntios 1:8 Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos.

Paulo passou por momentos de tribulação maiores até do que ele podia suportar.

O sofrimento nos aproxima de Deus.

Temos a tendência de abandonar, ou buscar pouco a Deus quando tudo vai bem.

A busca é muito maior quando passamos por momento de dificuldades.

2 Coríntios 12:9-10 E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.

Quando estamos fracos é aí que somos fortes, porque não existe mais orgulho nesses momentos.

Outro objetivo no sofrimento é quebrar o nosso orgulho.

Deus pode fazer você passar por dificuldades financeiras para quebrar o teu orgulho nessa área, se você valoriza acima do que deve o dinheiro, Deus pode muito bem tocar nisso pra te fazer mudar.

Deus pode permitir que você passe por algum problema de saúde, para te mostrar que você é mortal e que sem Ele você não é nada.

Deus pode permitir uma dificuldade na sua família, pra te mostrar que Jesus tem que estar em primeiro lugar na sua vida.

Mas se todas essas dificuldades nos aproximarem de Deus, e nos fizerem reconhecer que somos pecadores e dependentes Dele e que sem Ele não somos nada, se todo esse sofrimento nos levar a salvação, então todas as dificuldades valeram a pena, pode ter certeza.

O sofrimento, muitas vezes, é muito mais simples que isso, quando você abre mão dos teus desejos, das tuas vontades próprias, isso já é um grande sofrimento.

Mortificar a nossa carne, os nosso desejos para que a gente se aproxime de Cristo, dando prioridade a nossa vida espiritual ao invés da nossa vida carnal.

Mas quando conseguimos fazer isso, dar prioridade pra Jesus, ou seja, colocar Ele em primeiro lugar na nossa vida, nesse momento encontraremos a verdadeira alegria, aquela que é constante, que não termina de um dia para o outro, como acontece com nossas felicidades cotidianas.

Eu fiquei feliz porque comprei um carro novo, amanhã quando ele der o primeiro problema mecânico que você tiver que gastar, já se foi a alegria.

Eu feliz porque fui promovido no meu emprego, daqui a pouco não vou me contentar com este cargo, quero o próximo. Alegria passageira.

Eu me alegro porque tenho uma família perfeita. Acontece um discussão, descobre um defeito, uma falha, ou até mesmo algo mais grave, uma doença, perda de um familiar. A felicidade acabou.

Basicamente na nossa vida aqui tudo é momentâneo, nossos sentimentos são voláteis, se não estivermos firmados em uma única verdade.

Temos que ter Jesus como o nosso bem mais precioso, receber Ele como o único, nossa felicidade é estar Nele e Ele em nós.

Sabendo que tudo, eu digo tudo mesmo, o que acontece na nossa vida tem a permissão de Deus.

Até as coisas ruins? Sim, até estas tem o aval Dele. E por isso não nos gera grandes preocupações, isso gera ainda mais intimidade, mais vida, porque nesses momentos eu clamo ainda mais alto.

Muitos tem a mania de por a culpa de todo o problema no diabo, mas até ele precisa da permissão de Deus para agir, é isso que nos conta o livro de Jó.

A maioria dos problemas são causados por nós mesmos.

Mas uma coisa posso garantir, não existe sofrimento que faça um cristão verdadeiro perder a esperança.

Glórias a Deus.

Fernando.

Alegria em Cristo ou no Mundo? - Vídeo


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quinta-feira, 29 de março de 2012

Amor Infinito


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João 3:16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna.

Deus é perfeito em si mesmo, toda glória e toda necessidade já está nele, ele é auto suficiente, poderia viver sem a criação, sem se preocupar com nenhum ser vivente, Se quisesse acabaria com tudo, nesse exato momento, sem pestanejar, porque ele tem poder pra isso.

No entanto não foi isso que fez, Ele amou esse mundo decaído de tal maneira, que entregou seu Filho Unigênito, com o propósito de dar um remédio para trazer novamente esse ser humano, caído e corrupto, a Sua comunhão, através de Seu Filho, uma doença muito mais contagiante e que todos homens estão contaminados, essa doença, chama-se pecado.

Amou um mundo que não era merecedor de nada, onde os pecadores viviam e ainda vivem, de uma maneira onde ninguém merecia seu consolo, e sua misericórdia, como Ele muito amou, também muito deu, como forma de maior ato de amor que possa já ter existido, Ele o deu para que todo aquele que nEle crê, tenha vida eterna. Que possamos sermos estes que creem, não pelo medo do destino vindouro, mas sim por entendermos desse ato de amor, dó próprio Deus por nós, pelos que creem.

Reconheçamos que todo esse ato de sacrifício por amor, foi nos dado como maior dom, como maior presente, mesmo que não éramos merecedores de nada, apenas pecadores, para que dessa maneira não venhamos a querer barganhar a nossa salvação diante de Deus, porque por nossos próprios méritos nunca alcançaremos favor diante de Deus, aceitemos desse grandioso presente que não tem fim, um sacrifício suficiente e satisfatório diante do Pai, que dá acesso a Ele, por todos que creem no Filho, com humildade nos acheguemos aos seus pés, da mesma maneira com que os crentes mais maduros assim já o fizeram e os novos convertidos o fazem, e gravemos firmemente em nossa memória e lembrança, os motivos que nos trouxeram ao Salvador, quando reconhecíamos que estávamos necessitados dEle.

Que neste versículo da prova de amor do Pai, pelos que creem, não seja esquecido por nós , que seja sempre fruto de um verdadeiro arrependimento pelas nossas falhas e submissão as vontades do Pai, continuemos correndo em direção a esse alvo, em direção as bodas do cordeiro, sabendo que o mesmo Deus que começou em nós a sua obra, a aperfeiçoará até o dia do nosso Senhor Jesus Cristo, ( Fp 1:6), por isso prossigamos, não como se já houvéssemos conquistado coisa alguma, mas sim pelo amor daquele que nos amou primeiro, lembrando e relembrando que Deus nos deu seu mais precioso presente, Jesus Cristo, para que creiamos nele e sejamos salvos.

Glorias a Deus

Guinho.


quarta-feira, 28 de março de 2012

4 grandes doutrinas para sempre ter em mente


J. C. Ryle

J. C. Ryle
Eu sinto que todos nós precisamos mais e mais da presença do Espírito Santo em nossos corações para nos guiar, nos ensinar e nos manter firmes na fé. Há algumas grandes verdades, que, em dias como este [1874!], somos especialmente obrigados a ter em mente. Acredito que há tempos e épocas na Igreja de Cristo em que somos obrigados a reforçar nosso conhecimento sobre algumas das principais verdades, para apreendê-las com uma firmeza fora do comum em nossas mãos, para imprimi-las em nossos corações e não perdê-las.

#1: A Corrupção total da Natureza

A corrupção da natureza humana não é algo desconsiderável. Não é parcial, superficial, mas uma corrupção radical e universal dos desejos, do intelecto e da consciência do homem. Não somos meramente pobres e mesquinhos pecadores na visão de Deus: somos pecadores culpados; somos pecadores condenados: merecemos a ira e a condenação de Deus. Acredito que há poucos erros e falsas doutrinas em que,  a princípio, podem não ser detectadas visões distorcidas da corrupção humana. Percepções erradas sobre uma doença sempre trarão consigo a percepção do remédio errado. Visões erradas sobre a corrupção da natureza humana sempre acarretarão visões erradas do grande tratamento e cura dessa corrupção.

#2: Inspiração e Autoridade da Bíblia

Vamos sustentar corajosamente, diante de toda oposição, que a Bíblia como um todo é dada por inspiração do Espírito Santo, que tudo é inspirado completamente, não uma parte mais inspirada que outra, e que há um completo abismo entre a Palavra de Deus e qualquer outro livro no mundo. Precisamos não temer as dificuldades no sentido da doutrina da total inspiração. Talvez haja muitas coisas sobre isso muito longe de serem compreendidas por nós: é um milagre, e todos os milagres são necessariamente misteriosos. Mas se não acreditamos em nada até podemos explicar completamente, há pouquíssimas coisas, de fato, em que devemos acreditar. Precisamos não ter medo de todos os ataques da crítica sobre a Bíblia. Nos dias dos apóstolos, a Palavra do Senhor foi incessantemente ‘provada’, e nunca falhou em ressurgir como ouro, ilesa e sem pecado.

#3: A Expiação e o Sacerdócio de Cristo

Devemos corajosamente sustentar que a morte de nosso Senhor na cruz não foi uma morte comum. Não foi a morte de alguém que morreu apenas como um mártir. Não foi a morte de alguém que apenas morreu para nos dar um forte exemplo de auto-sacrifício e auto-negação. A morte de Cristo foi uma oferta a Deus do próprio corpo e próprio sangue de Cristo, para reparar o pecado e transgressão do homem. Foi sacrifício e conciliação; um sacrifício caracterizado em toda oferta da lei de Moisés, um sacrifício de grande influência em toda a humanidade. Sem o derramamento desse sangue não poderia haver, não era pra haver, qualquer remissão de pecado.

#4: O Agir de Deus no Espírito Santo

Vamos colocar em nossas mentes que o agir de Deus não é uma ação invisível incerta no coração: e que onde Ele está, Ele não está escondido, nem insensível,  nem despercebido. Não acreditamos que o orvalho, quando cai, não possa ser sentido ou que a vida de um homem, não possa ser vista ou percebida por sua respiração. Assim é com a influência do Espírito Santo. Nenhum homem tem o direito de afirmar isso sem que seus frutos e seus efeitos possam ser vistos em sua vida. Onde Ele está, haverá um nova criatura e um novo homem. Onde Ele está haverá novo conhecimento, nova fé, nova santidade, novos frutos na vida, na família, no mundo, na Igreja. E onde essas novas coisas não podem ser vistas, bem podemos dizer com confiança que não há ação do Espírito Santo.

Traduzido por Carla Ventura | iPródigo.com | Original aqui

Motivação Correta


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Qual os os motivos pelo qual você busca a Deus, porque você quer um relacionamento com Jesus, porque você frequenta uma igreja?

Se você busca a Cristo porque você está doente e precisa ser curado, você está aqui pelo motivo errado. Você na verdade está atrás de um médico.

Se você busca a Deus porque está sem emprego, precisa melhorar de vida, não está contente com sua situação financeira. Você está atrás de dinheiro.

Se você quer Jesus apenas para se livrar do inferno, e porque céu deve ser um lugar melhor. Você está atrás de conforto.

Se você busca a Deus porque simplesmente eu acredito que Ele criou todas as coisas, que Ele é o criador do universo, que Ele tem poder. Você está atrás apenas de segurança.

A gente só vai encontrar a Jesus de verdade e ter um relacionamento pessoal com Ele quando tivermos uma firme convicção da nossa condição pecadora.

Quando percebemos que nós não fazemos nada além de pecar, e que esse pecado diário em minha vida é abominação para um Deus Santo e que sem Jesus para pagar essa dívida de pecado para mim eu jamais vou poder ver a Deus.

Enquanto eu não tiver essa firme convicção no meu coração é inútil buscar a Deus por qualquer outro motivo. Sem a motivação correta nós não O encontraremos.

Procure dentro de si os motivos que te levam a buscar em Jesus, e analise-os.

Que Jesus nos ajude.

Fernando.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Elevado demais para a mente carnal!



- O SENHOR é a minha porção. (Sl 119.57) -

Observe as suas possessões e compare-as com os bens de seus amigos e contemporâneos. Alguns deles têm o seu viver no campo. São ricos e suas colheitas lhes fornecem aumento de riqueza. Porém, o que significam as colheitas, se comparadas com Deus, que é o Deus da colheita? O que representam os celeiros excessivamente cheios, se comparados ao Deus que alimenta você com o pão do céu? Alguns têm o seu negócio na cidade.


A riqueza deles é abundante, fluindo até eles proveniente de várias fontes, a ponto de possuírem reservas em ouro. Todavia, o que é o ouro, se comparado com Deus? Você não pode comê-lo. Sua vida espiritual não pode ser sustentada pelo ouro. Aplique-o a um coração desanimado, e observe se o ouro pode cessar um simples gemido ou tornar menor a aflição de alguém. No entanto, em Deus você tem mais do que o ouro ou do que as riquezas podem comprar.


Alguns recebem aplausos e fama. Será que Deus não significa para você mais do que essas coisas? Se você fosse aplaudido por milhares, isto o prepararia para atravessar o Jordão ou o ajudaria a enfrentar o julgamento? Há aflições na vida que a riqueza não pode aliviar. Na hora da morte, existe uma profunda necessidade que nenhuma riqueza pode satisfazer. Em Deus, porém, todas as necessidades são satisfeitas, tanto na vida quanto na morte.


Tendo a Deus como sua porção, você é verdadeiramente rico. Ele suprirá as suas necessidades, confortará o seu coração, aliviará a sua aflição, guiará os seus passos, estará com você no vale escuro e o levará para casa, a fim de que você desfrute dEle para sempre. "Eu tenho muitos bens", disse Esaú (Gênesis 33.9). Esta é a melhor coisa que um homem mundano pode dizer. Todavia, Jacó respondeu: "Deus tem sido generoso para comigo"; isto é muito elevado para a mente carnal entender.

Charles H. Spurgeon

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sexta-feira, 23 de março de 2012

O racismo, a cruz e o cristão - Vídeo


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É o dízimo o padrão do donativo cristão? - Vídeo


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quinta-feira, 22 de março de 2012

Deus Governa os Corações dos Maus para a Ação em Favor dos Bons


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Agostinho de Hipona

O esmerado estudo da Escritura mostra que Deus não somente dirige para as boas ações e para a vida as boas vontades dos homens, que ele torna boas, embora sejam más, como também mantém sob o seu poder todas as vontades em geral. Ele as inclina como quer e quando quer, seja para prestar favores a uns, seja para infligir castigos a outros, de acordo com Sua vontade, obedecendo a desígnios que são certamente ocultos, mas sempre justos.

Deparamos, por exemplo, com alguns pecados que são castigados de outros pecados, como os vasos de ira, prontos para a perdição, como diz Paulo (Romanos 9.22). Assim foi o endurecimento do Faraó, cuja razão foi a necessidade de o Senhor manifestar-lhe seu poder (Êxodo 7.3; 10.1). Assim foi a fuga dos israelitas na presença de seus inimigos da cidade de Ai; foram tomados pelo medo e fugiram. Isto lhes aconteceu como vingança do pecado com as circunstâncias com que merecia ser vingado. Refletem o fato as palavras do Senhor a Josué: Israel não poderá ter-se diante de seus inimigos (Josué 7.4-12). O que significa: não poderá ter-se? Por que não puderam resistir pela força do livre-arbítrio e, com a vontade enfraquecida, fugiram tomados de medo? Não seria porque Deus domina até as vontades humanas e deixa serem invadidos pelo temor aqueles que Ele assim quer quando cheio de ira? Os inimigos de Israel não lutaram por vontade própria contra o povo de Deus conduzi-do por Josué? No entanto, diz a Escritura: Porque tinha sido desígnio do Senhor que os seus corações se endurecessem e combatessem contra Israel, e que fossem derrotados (Josué 11.28).

Aquele malvado filho de Benjamim não maldizia o rei Davi por sua própria vontade? Contudo, o que disse Davi, cheio de verdadeira, sublime e piedosa sabedoria? Que importa a mim e a vós, filhos de Zeruia? Deixai que amaldiçoe, porque o Senhor lhe permitiu que amaldiçoasse Davi, e quem se atreverá a dizer: Por que ele fez assim? Em seguida, a Escritura, elogiando o sentimento do rei e como que repetindo desde o princípio, diz: E o rei disse a Abisai e a todos os seus servos: eis que meu filho, que eu gerei das minhas entranhas, procura tirar-me a vida; quanto mais agora um filho de Benjamin! Deixai-o maldizer, conforme a permissão do Senhor; talvez o Senhor olhe para a minha aflição, e me dê bens pelas maldições deste dia (2 Samuel 16.5-12).

Qual a pessoa inteligente que chegue a entender como o Senhor disse a esse homem que amaldiçoasse Davi? Não o disse mandando, caso em que deveríamos louvar-lhe a obediência. Mas porque Deus, por um desígnio oculto e justo inclinou Sua vontade já dotada de maldade, está escrito: O Senhor lhe permitiu. Se Deus tivesse mandado e ele tivesse obedecido, mereceria louvor e não castigo, o qual, conforme sabemos, sobreveio-lhe posteriormente. E sabemos também a causa de o Senhor ordenar que amaldiçoasse a Davi, isto é, a causa de tê-lo feito cair nesse pecado: Talvez o Senhor olhe para a minha aflição e me dê bens pelas maldições desse dia.

O episódio revela que Deus se serve dos corações dos maus para louvor e ajuda aos bons. Assim procedeu ao servir-se de Judas para trair a Cristo, e dos judeus, para a sua crucificação. Quantos bens proporcionou desse modo aos povos fiéis! E se utiliza também do próprio demônio, mas para o bem, a fim de exercitar e provar a fé e a piedade dos bons. Esse proceder em nada favorece o Senhor, que tudo conhece de antemão, mas a nós necessitados de que essas coisas aconteçam.

Absalão não escolheu livremente o conselho que não o favoreceu? Mas ele o fez porque o Senhor ouvira a oração de seu pai, que assim suplicara. Por isso diz a Escritura: Por disposição do Senhor foi abandonado o útil conselho de Aquitofel, para que o Senhor fizesse cair o mal sobre Absalão (2 Samuel 17.14). Disse conselho útil, porque no momento favorecia a causa, ou seja, a luta contra o pai, contra o qual se rebelara. Seguindo o conselho de Aquitofel, conseguiria exterminar o pai, se Deus não o tivesse inutilizado, atuando no coração de Absalão para rejeitar tal conselho e preferisse outro que não o favorecia.

Conversões Superficiais, Cristianismo Superficial - Vídeo


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quarta-feira, 21 de março de 2012

Santidade é tua alegria ou tristeza? - Vídeo


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terça-feira, 20 de março de 2012

Bomba relógio


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Vivemos um época onde as pessoas estão prontas para explodir, stress elevado, preocupações diversas, busca insaciável pela prosperidade, pela carreira profissional, pelos seus sonhos, que nem em partes lembram os sonhos que Deus tem para a Sua criação.

Ontem mesmo, estava recebendo várias ligações de um celular que bloqueou o número para que impedisse de identificá-lo, não costumo atender ligações desse tipo, mas de tanto a pessoa insistir acabei atendendo a ligação, um homem simplesmente me encheu de "lixo" pois ele teria uma ligação do meu número no celular dele. ??? Como assim ??? Você não pode nem errar o número do telefone de alguém e isso já é motivo para simplesmente começar uma guerra?

E isso é apenas um exemplo pessoal, mas é só olhar as manchetes dos jornais diariamente, mortes e mais mortes por motivos fúteis, a vida da outra pessoa já não tem mais valor algum. Mata-se por uma fechada no trânsito e por coisas menores ainda.

Isso só indica o nível de stress que as pessoas nesse mundo vivem, simplesmente porque abandonaram a Deus e buscam apenas as suas próprias vontades e desejos, como se algum dia pudessem realmente se satisfazerem, esquecem que o ser humano sempre quer mais, ele nunca se contenta com sua condição atual.

O motivo pra tudo isso? Não querem saber qual a vontade do Criador para a Sua criação.

Lucas 12:31 Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

Colossenses 3:1 Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus.

1 Tessalonicenses 4:7 Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação.

Hebreus 12:14 Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;

2 Coríntios 7:1 Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.

1 Tessalonicense 4:3 Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição;

Diante de tudo isso, como poderia eu esperar algo diferente de pecadores que andam de acordo com suas próprias vontades? Quem planta na carne colhe apenas corrupção. O homem escolheu as trevas, preferiu o pecado.

Deus espera que nós, Cristãos verdadeiros, sejamos o "esquadrão antibombas", sempre agindo com mansidão e longanimidade, sendo tolerantes, pacientes, combatendo o mau com o bem, influenciando as pessoas positivamente através do Evangelho. Não é fácil, muitas vezes, ouvir desaforo, mas Jesus ouviu muitos, e todos injustamente, e como Ele agiu?

Que Jesus nos ajude a sermos semelhantes a ELE em todas as áreas da nossa vida, pois como é possível nos chamarmos de filhos de Deus e não lembrarmos em nada ao nosso Pai?

Que possamos crescer na graça dia após dia.

Fernando.

segunda-feira, 19 de março de 2012

50 Inconveniências da Auto-Justificação



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domingo, 18 de março de 2012

Perseverança em manter a Verdade





Responderam Sadraque, Mesaque e Abede-Nego... fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses.
 
Daniel 3.16,18
 
A coragem ousada e o livramento maravilhoso desses três jovens hebreus ilustra a firmeza e a perseverança em manter a verdade ante as garras da tirania e as presas da morte. Tanto na questão da fé em Deus quanto na questão da retidão nos negócios, nunca sacrifique a sua consciência. E melhor perder tudo do que perder a sua integridade.
 
Quando tudo houver passado, o manter-se apegado a uma consciência limpa, como uma jóia rara, ainda poderá adornar o coração de uma pessoa. Não seja guiado pelas areias instáveis da sagacidade; em vez disso, siga a estrela inabalável da autoridade divina. Quando você não divisa nenhuma vantagem presente, ande pela fé e não por vista. Honre a Deus confiando nEle, quando você se deparar com alguma perda por causa do amor á um princípio espiritual.
 
 Deus comprovará o que a sua Palavra afirma: "Grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento" (1 Timóteo 6.6); "Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6.33). Pode acontecer que, na providência de Deus, você sofra uma perda por seguir a sua consciência. Você descobrirá que o Senhor não recompensa com a prata das riquezas terrenas; Ele cumprirá sua promessa com o ouro da alegria espiritual. Lembre-se de que "a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui" (Lucas 12.15).
 
Um espírito honesto, um coração isento de ofensas e o favor de Deus são riquezas maiores do que minas de diamantes. "Melhor é um prato de hortaliças onde há amor do que o boi cevado e, com ele, o ódio" (Provérbios 15.17). A paz permanente e profunda é mais valiosa do que toneladas de ouro.
 
Charles H. Spurgeon
 
[Via]

sexta-feira, 16 de março de 2012

Por que prefiro o Método Gramático-Histórico de Interpretação ?


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Augustus Nicodemus
O motivo principal é a atitude que os aderentes do método gramático-histórico têm para com a Bíblia. Os que adotam esse método geralmente seguem pressupostos para com as Escrituras, no todo ou em parte, que estão ligadas ao Cristianismo histórico e à Reforma protestante. Como reformado, por definição me inclino para esse método. Para os que não estão familiarizados com essa nomenclatura, o método gramático-histórico é o nome que se dá ao sistema de interpretação oriundo da Reforma, cujos proponentes se caracterizam pelas seguintes atitudes (entre outras) para com a Bíblia:
1) Recebem-na como Palavra de Deus, inspirada, autoritativa, infalível, suficiente e única regra de fé e prática. Assim, desejam submeter-se a ela, pois a consideram como estando acima de suas tradições e confissões.

2) Entendem que ela, como texto, tem somente um sentido, que é aquele pretendido pelo autor humano inspirado. Esse sentido é geralmente o sentido natural e óbvio do texto. E para descobri-lo, acreditam que ela é a sua melhor intérprete. Por conseguinte, dedicam-se a estudá-la, pois também reconhecem que ela foi escrita por homens de cultura e língua diferentes vivendo em momento histórico também diferente.

3) Professam que a mensagem central das Escrituras é clara a todos, e que seus pontos essenciais são suficientemente revelados, de forma que, pelo uso dos meios normais, qualquer pessoa, sob a iluminação do Espírito, pode ter conhecimento salvador dessa mensagem.

4) Reconhecem que as diferenças doutrinárias que existem entre si próprios são decorrentes, não de erros ou contradições das Escrituras, mas da incapacidade deles, causada pelo pecado e pelas limitações humanas, de compreender perfeitamente a revelação perfeita de Deus.

5) Esforçam-se para continuamente rever seus pressupostos teológicos e características denominacionais à luz das Escrituras. Entretanto, não rejeitam o legado hermenêutico das gerações anteriores.
Essa atitude interpretativa para com a Bíblia tem sido chamada de gramático-histórica porque considera importante para seu entendimento tanto a pesquisa do sentido das palavras (gramma, em grego) quanto a compreensão das condições históricas em que foram escritas. Apesar de sua idade avançada e das críticas que tem recebido, ainda prefiro esse método de interpretação, por várias razões.

Primeira, mais que qualquer outro sistema hermenêutico, ele honra as Escrituras. Ele parte de um alto apreço pelas Escrituras e seus atributos, como inspiração, autoridade, infalibilidade, coerência e suficiência. As escolas alegóricas de interpretação sempre consideraram, em alguma medida, irrelevante a historicidade das narrativas bíblicas, e se interessaram pelo pretenso sentido oculto atrás delas. O método histórico-crítico, surgido ao final do século 17, partindo de suas pressuposições racionalistas, reduziu a Bíblia ao registro da fé de Israel e dos primeiros cristãos, negando sua inspiração e infalibilidade. As novas hermenêuticas centradas no leitor, com seu relativismo, negam a autoridade e infalibilidade das Escrituras e transformam o leitor em autor, pois é ele que determina o sentido.
A hermenêutica do neo-misticismo evangélico desonra as Escrituras submetendo-a à autoridade dos espirituais e iluminados.

Segundo, mantém em equilíbrio a tensão entre oração e labuta no estudo da Bíblia. Os praticantes do método gramático-histórico sempre procuraram manter em equilíbrio a espiritualidade e a erudição no labor teológico, especialmente aqueles comprometidos com o método gramático-histórico, adotando o binômio orare et labutare: Orare, porque a Bíblia é divina, porque somos pecadores, porque Deus é muito diferente de nós. Pela oração buscamos a iluminação do Espírito. Labutare, porque a Bíblia, como literatura produzida por seres humanos num determinado contexto, numa outra cultura e numa outra época, é humana, e está distante de nós, o que provoca a necessidade de estudo. A interpretação alegórica neo-mística descuida do labutare – tudo o que o intérprete precisa é ser homem de oração, jejuar e aguardar iluminação do Espírito – provocando interpretações absurdas, cabalísticas e místicas. O método histórico-crítico tende a esquecer o orare – tudo o que o intérprete precisa é ser um especialista nas diversas críticas literárias – provocando intelectualismo árido e seco. As novas hermenêuticas tendem a esquecer as duas coisas. Por que orar e estudar, já que a interpretação é resultado da fusão de horizontes entre o leitor e o texto e se o sentido é determinado inexoravelmente pelas estruturas da linguagem? Ou, se não há um único sentido, mas muitos e diferentes e todos igualmente válidos?

Terceiro, o método gramático-histórico preserva a objetividade na interpretação. Os seus proponentes, mesmo admitindo que haja partes difíceis de entender na Bíblia, sempre afirmaram que a sua mensagem central é clara. Assim, foram capazes de elaborar confissões, credos e teologias. O método gramático-histórico parte do princípio que Deus se revelou proposicionalmente nas Escrituras e que esta revelação pode ser entendida, sintetizada e transmitida. Quando digo que Deus se revelou proposicionalmente, refiro-me ao fato de ele nos fala através de declarações, sentenças, frases. Setores do método histórico-crítico e das novas hermenêuticas defendem que Deus não se revelou de forma proposicional, mas através de histórias, poesias, experiências. Para eles, não existe um sistema doutrinário revelado na Bíblia, e conseqüentemente, não se pode sintetizar os resultados da interpretação – não se pode ter teologia.Toda interpretação é subjetiva, provisória, contextual e temporária. Nunca se pode afirmar que sabemos a verdade que a Bíblia ensina.

Por último, a escola gramático-histórica de interpretação produziu grandes pregadores e grandes expositores bíblicos, mais que as outras. O método histórico-crítico, por exemplo, costuma produzir mais professores acadêmicos do que grandes pregadores. Já o método alegórico e as novas hermenêuticas produzem contadores de experiências, visto que não lhes interessa o conteúdo teológico, doutrinário e práticos das Escrituras.

Em conclusão, eu diria que um retorno ao uso coerente do método gramático-histórico pode ser crucial para uma reforma no protestantismo brasileiro, como foi na igreja do século XVI. A ferramenta principal dos reformadores foi uma postura para com a Bíblia e uma leitura que rompeu com os métodos alegóricos medievais. Foi esta atitude para com a Bíblia que consolidou a Reforma. Acredito que a crise de identidade que vive o evangelicalismo brasileiro tem como uma das principais causas a falta de consistência e coerência no emprego do método de interpretação que sempre acompanhou o Cristianismo histórico.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Dar-vos-ei coração novo - J. C. Ryle






O coração é o teste real tanto do caráter de um homem quanto de sua religião. É dentro do coração que o verdadeiro cristianismo deve existir. As pessoas olham para as coisas que um homem diz e faz, mas um homem pode dizê-las e fazê-las por motivos errados. Por isso, Deus examina o coração. É ali que deve começar o cristianismo verdadeiro e redentor. Deus afirma: "Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo" (Ez 36.26). Fé salvadora é assunto do coração — "Porque com o coração se crê" (Rm 10.10). Santidade procede de um coração renovado. Os verdadeiros cristãos fazem, de coração, a vontade de Deus.
 
Talvez algum leitor imagine que uma religião exteriormente correta seja suficiente. Se você pensa assim, está completamente errado. O apóstolo Paulo diz: "Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura" (Gl 6.15). Com isto, ele não estava apenas ensinando que a circuncisão não era mais necessária sob a Nova Aliança. Estava afirmando que o verdadeiro cristianismo não é algo externo, e, sim, interno à pessoa. Ele não consiste em qualquer tipo de cerimônias externas, e, sim, na graça de Deus operando em nossos corações.
 
Quando os nossos corações estão errados, aos olhos de Deus tudo está errado. Práticas externas são inúteis se os nossos corações estão errados. Na época da Antiga Aliança, a Arca era a coisa mais sagrada no tabernáculo. Porém, quando os israelitas confiaram nela e não em Deus, foram vencidos pelos seus inimigos. Estavam crendo em um objeto, ao invés de crerem em Deus. Os seus corações estavam errados. Nossa adoração pode parecer correta em sua aparência, mas será rejeitada por Deus se nossos corações estiverem errados.
 
Quando os nossos corações estão corretos, Deus será tolerante a muito do que é imperfeito em nós. Josafá e Asa foram reis de Judá que estiveram longe de serem perfeitos. Foram homens fracos em muitos aspectos, mas, apesar de todas as suas falhas, seus corações estavam corretos. A páscoa celebrada por Ezequias teve muitas irregularidades. Mas lemos que Ezequias orou, dizendo: "O SENHOR, que é bom, perdoe a todo aquele que dispôs o coração para buscar o SENHOR Deus" (2 Cr 30.18-19). Deus respondeu esta oração. Ele está muito mais preocupado com o estado dos nossos corações do que com observâncias externas. 
 
Deixe-me exortá-lo: decida ser um cristão de coração. Você não deve negligenciar os aspectos externos da adoração, mas assegure-se de que, acima de tudo, está atento ao estado de seu coração.

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terça-feira, 13 de março de 2012

6 maneiras de ensinar a falsa segurança da salvação


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Como pastor, interajo com muitas pessoas que lutaram para ter confiança na autenticidade de sua conversão. Em suas mentes, os seus pecados estão sempre por perto e suas falhas são sempre iminentes. Na maioria das vezes, percebo que são irmãos e irmãs fieis que precisam de conforto e certeza.
Mas, existe outro grupo de pessoas em muitas de nossas igrejas que são muito mais preocupantes: aqueles que têm uma confiança firme, mas infundada, de que são genuinamente convertidos. Talvez você conheça esse tipo. Eles conhecem as palavras certas. Eles estão isentos do pecado público escandaloso. E eles são pessoas morais. Mas não têm frutos, nenhuma evidência de que o Espírito transformador de Deus está trabalhando dentro deles. E frequentemente há uma área de pecado secreto sem tratamento.

6 maneiras de os pastores desenvolverem a falsa segurança

Essas pessoas são difíceis de alcançar – é como se elas já fossem imunizadas quanto ao Evangelho. Elas pensam que já têm o que mais precisam e, assim, não procuram por nada mais! E se há uma área de pecado oculto, há muito tempo fizeram as pazes com isso.
Infelizmente, nossas igrejas são parcialmente culpadas por essa presença em nosso meio. Permita-me sugerir seis maneiras que nós pastores podemos inadvertidamente ajudar a criar a falsa segurança em pessoas assim.

1. Presuma o Evangelho.

É fácil presumir que as pessoas nas nossas igrejas entendem e creem no Evangelho. Afinal, eles estão na igreja no domingo. Mas a verdade é que muitos em nossas igrejas têm a mensagem e o entendimento dela pela congregação como certos. Como resultado, nossas igrejas são cheias de pessoas que podem entender algumas das implicações do Evangelho (por exemplo, como ser um marido melhor; como controlar sua raiva) e vivem vidas morais sem apropriar-se do Evangelho.
Isso é espiritualmente mortal porque vidas morais porque vidas morais podem ser evidência da fé no Evangelho, mas também podem ser evidências de autojustificação e farisaísmo. É verdadeiramente correto enfatizar que a fé que justifica nunca vêm sozinha, que as obras acompanham a verdadeira fé. Mas devemos justificar primeiro que somos justificados pela fé somente, e enfatizar isso sempre e sempre, ou as obras que você vê não serão as obras de uma justificação salvífica. Quando o Evangelho não é esclarecido, quando o Caminho para o céu e a estrada para o inferno não são claramente enfatizados pelo pregador, então as pessoas presumirão que sua moralidade ou sua frequência na igreja lhes dão as bases da segurança.
Resumindo, não pregue o moralismo. Jamais. Pregue o Evangelho toda semana. E então, com os indicativos do Evangelho firmemente no lugar, pregue os imperativos que necessariamente se seguem.

2. Dê uma visão superficial do pecado.

A Bíblia nos ensina que o pecado não é apenas algo que fazemos, é quem somos em nosso estado caído. A Escritura nos ensina que estamos todos espiritualmente mortos (Ef 2.1-2), escravizados pelo pecado (Jo 8.34), culpados de quebrar toda a lei de Deus (Tg 2.10) e condenados a experimentar a ira justa de Deus (Rm 1.18). Somos completamente pecadores.
Pessoas com uma segurança infundada frequentemente não entendem o pecado. Se o pecado é simplesmente uma questão de comportamentos externos e observáveis, então algum esforço e disciplina poderão resolver seus problemas. Mas, se pudermos compeli-los a batalhar regularmente contra seu pecado usando o ensino bíblico, então elas se sentirão forçadas a ver sua necessidade do novo nascimento e da salvação que vem externamente a elas.

3. Trate casualmente a membresia e disciplina eclesiásticas.

Membresia em uma congregação local serve para dar aos crentes segurança da salvação. É um selo de aprovação corporativo sobre a declaração de que se é cristão. Quando uma congregação examina a profissão de fé de alguém, sua vida, a batiza e admite na Mesa do Senhor, a igreja está dizendo: “Até onde podemos dizer, e com o poder e sabedoria que nos foi dado por Cristo, você é um de nós”. Do lado oposto da moeda, quando uma igreja excomunga alguém, ela está retirando o selo de aprovação. A congregação está dizendo ao indivíduo que suas ações minaram a credibilidade de sua profissão de fé e a base de sua segurança.
Quando uma igreja é promíscua com sua membresia, quando permite que pessoas que não frequentam a igreja mantenham sua membresia, ela cria falsa segurança. Quantas pessoas irão para o inferno porque nossa preguiçosa supervisão da membresia lhes deu falsa confiança?

4. Ensine a fundamentar a segurança em uma ação externa do passado.

Como já percebemos, o Evangelho exige uma resposta da nossa parte. E algumas igrejas e programas evangelísticos às vezes acham útil apresentar algum método para que as pessoas expressem seu novo compromisso com Cristo. Algumas oferecem a chance de dizer uma “oração do pecador”. Outros dão a chance de vir até a frente ou preencher um cartão-resposta. E essas ações externas podem, de fato, ser uma resposta genuína à obra transformadora do Espírito.
Mas eles também podem ser enganadores. É possível fazer uma oração, vir à frente, assinar um cartão e ainda estar completamente perdido em seus pecados. Portanto, se encorajamos as pessoas a terem uma segurança baseada em algum tipo de atividade externa que pode ser praticada sem o novo nascimento, as colocamos em grave perigo espiritual. Quantas pessoas andam por aí completamente perdidas, mas certas que irão para o céu porque oraram uma oração quando crianças?

5. Não conecte justificação com santificação.

Num esforço bem intencionado de exaltar a graça livre de Deus, é possível ensinar a verdade da justificação pela fé somente por meio de Cristo somente sem conectar todos os pontos para seus ouvintes. Porém, o ensino da Escritura é que a obra justificadora de Cristo sempre produzirá o fruto da justiça na vida dos crentes, como eu disse antes (para um exemplo apenas, veja a lógica de Romanos 6.1-14).
Uma falta de ligação entre justificação e santificação é algo muito perigoso para os crentes. Isso solapa o entendimento da necessidade de santidade pessoal e a motivação para amar a Deus com sua obediência. Mas é duplamente perigoso para aqueles que têm falsa segurança, porque os encoraja a pensar que é possível viver em ampla rebelião contra Deus e ainda ser justo à sua vista.

6. Ensine a ignorar os alertas da Bíblia.

As Escrituras estão cheias de terríveis alertas para aqueles que abraçam o pecado e/ou deixam a fé (por exemplo, Mt 5.27-30; Hb 6.1-6). Em nossos esforços de claramente ensinar o cuidado soberano de Deus por seu povo, é possível diminuir a força desses avisos ao dar a impressão de que eles não se aplicam aos crentes.
Mas esses alertas estão na Escritura por um propósito. Eles são verdadeiros e são uma das formas de Deus guardar seu povo de afastar-se. Um pastor sábio enfatizará a gravidade do pecado e da apostasia, e chamará todos os seus ouvintes a perseverar na fé.

Michael McKinley

Traduzido por Josaías Jr | iPródigo.com | Original aqui

segunda-feira, 12 de março de 2012

Por que ainda estamos aqui?


Para o Senhor vivemos. Romanos 14.8

Se Deus o quisesse, cada um de nós teria sido levado ao céu no momento da conversão. Não era absolutamente necessário, em nossa preparação para a imortalidade, que nos demorássemos neste mundo. É possível uma pessoa ser levada ao céu e ser encontrada pronta a tomar parte da herança dos santos na luz, mesmo que ela tenha acabado de crer em Jesus. É verdade que nossa santificação é um processo longo e contínuo, e não seremos aperfeiçoados até que abandonemos nosso corpo e adentremos o véu; mas, apesar de ter o Senhor desejado fazer assim, Ele poderia ter mudado o nosso estado, da imperfeição para a perfeição, e nos transportado imediatamente ao céu.


Então, por que estamos aqui? Nosso Deus manteria qualquer de seus filhos fora do Paraíso por um momento além do necessário? Por que o exército do Deus vivo ainda está no campo de batalha, quando apenas um ordem poderia lhe dar a vitória? Por que seus filhos ainda estão vagueando aqui e ali, por um labirinto, quando uma única palavra de seus lábios os traria ao centro de suas esperanças no céu? A resposta é: eles estão aqui a fim de viverem para o Senhor e trazerem outros ao conhecimento do amor dEle. 




Estamos neste mundo como semeadores da boa semente; como aradores, para sulcar a terra não-cultivada; como arautos, para proclamar a salvação. Estamos aqui como o "sal da terra" (Mateus 5.13), a fim de sermos uma bênção para o mundo. Estamos aqui para glorificar a Cristo em nossa vida diária, e trabalhar para Ele e cooperar com Ele (ver 2 Coríntios 6.1). Tenhamos certeza de que nossas vidas cumprem esses objetivos. Vivamos com seriedade, utilidade e santidade, para o louvor da glória da graça dEle (ver Efésios 1.6). Entrementes, esperamos estar com Ele e cantamos diariamente:

Meu coração está com Ele em seu trono,
E mal pode a demora agüentar;
A cada momento esperando ouvir a voz,
"Levanta-te, vem sem tardar."

Charles H. Spurgeon

[Via]

Charles Spurgeon - O Pregador do Povo - Biografia


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domingo, 11 de março de 2012

Cristãos Primitivos - Parte II


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Nós cristãos, temos a Bíblia, como Palavra de Deus, inerrante e infalível em suas escrituras, partindo disso, vemos que apesar de todas as perseguições que aconteceram nos primeiros séculos, por parte do Estado que não dividia sua primazia de soberania, e os cristãos contrariamente a isso não abriam mão da soberania de Cristo em prol da de César, somos muitas vezes levados a pensar que isso não existe e que foram apenas fatos históricos antigos e distorcidos, que eram problemas externos das igrejas primitivas, mas que também existiam os problemas internos provenientes de perseguições e heresias introduzidas, não eram uma particularidade somente daquelas igrejas, o evangelho de Mateus 24, nos coloca que todas essas coisas aconteceriam porque assim seriam os sinais nos últimos tempos, apesar de gozarmos por enquanto de uma certa “estabilidade religiosa”, onde neste país existe ainda liberdade, digo a vocês que existe sim já hoje em dia a perseguição dos cristãos muito parecidas com as dos primeiros séculos, onde o Estado não admite e não aceita não ter a primazia em suas organizações, muito parecido de como eram nas igrejas primitivas, convido vocês a orarem e até mesmo participarem de um trabalho chamado open doors, (portas abertas no Brasil) que ajuda esses cristãos perseguidos em lugares proibidos de serem cristãos, e que pagam muitas vezes com suas próprias vidas por isso.

Países como Coreia do Norte, Afeganistão e Arábia Saudita encabeçam esses perseguidores, mas de maneira geral, como nos falam as escrituras a cada dia aumentam mais essas perseguições e igualmente como os cristãos primitivos, aqueles que não apostatarem de sua fé, na maioria das vezes pagam com suas próprias vidas, porem eles sabem que o que se reserva para eles , é muito melhor e maior do que essa vida passageira por isso eles não tem medo de morrer por Cristo, meu coração sinceramente se move em direção de que aprendamos que somos muitas vezes relapsos e desligados do corpo de Cristo, no sentido de que o menor esforço já é motivo para deixarmos de conhecê-lo e adorá-lo, dificilmente trocamos nosso lazer pela intimidade com Ele, mas chegara o momento em que cada dia ficara mais difícil, viver e todos aqueles que não estiverem firmes na rocha, (Mt 7:25) Cristo, poderão abandonar sua fé em virtude da sua própria vida, saiamos de nossas cadeiras de conforto sabendo que pessoas morrem diariamente como verdadeiros cristãos, e prossigamos nossa caminhada falando do evangelho de Cristo, aproveitando que temos a nosso favor liberdade de expressão, onde pessoas morrem por terem um Bíblia, isso quando tem uma para ler, e nós também temos nossos problemas se não perseguidos como esses países, problemas internos referentes a infiltração de heresias e modas dentro da Igreja de Cristo, os lideres que eram para cuidar de seus “membros”, são muitas vezes aqueles que incentivam a caminhada de passos largos ao inferno, com a praga no Brasil de “teologia da prosperidade”, onde o homem é incentivado a buscar a cura para dor de coluna e do bolso, sem se preocupar que nossa moradia não é essa, (Mt6:33), como Jesus advertia em relação aos fariseus, é o que acontece hoje, cegos guiando outros, (Lc 6:39), em partes pelo povo seguir cegamente sem assimilar com as verdades das escrituras, em partes pela ignorância dos próprios lideres em não entender a maneira de interpretação, fazendo muito mais alegorias criativas da Bíblia, oferecendo aos incrédulos, o que eles querem, conforto, incentivo e aceitação de suas maneiras e motivações, ao invés de instruí-los ao arrependimento, mudança de vida e que a Igreja existe para modificar ao mundo, não se enquadrando com os moldes mundanos, (1 Jo 2:15), preocupados primeiramente com suas vidas e não com seus bolsos, deve levar o incrédulos a entender que são terrivelmente mortos em seus pecados e transgressões, e que a partir de Cristo, sua vida não pode permanecer da mesma maneira, é necessário santidade, sem a qual ninguém vera o Senhor.

Glorias a Deus

Guinho

sábado, 10 de março de 2012

Cristãos Primitivos - Parte I


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Logo após a ascensão de Cristo ao céus, ele deixou um ministério a seus apóstolos, inclusive dizendo que eles deveriam e iriam fazer muito mais obras que as dele, falava isso em relação a evangelização que eles ainda fariam, (Jo 14:12), em virtude do curto ministério de Cristo na terra, seguiram então os apóstolos conforme a grande comissão que havia lhes cabido, ir a todos os povos pregar o evangelho para fazer discípulos de Cristo, e os batizando tantos quanto possíveis, (Mt 28:19) a historia cristã mostra que foi exatamente isso que aconteceu ao longo dos primeiros séculos, vários mártires ajudaram a espalhar essas sementes, onde Tertuliano, escreveu uma carta aos imperadores que parassem de perseguir a Igreja, porque o “sangue dos cristão era semente, e lês não conseguiriam terminar com isso jamais”, e era exatamente isso que acontecia, se não bastasse a morte dos apóstolos Paulo e Pedro, durante a época do reinado de Nero entre 65 d.c e 95 d.c , um morto decapitado e o outro crucificado de cabeça para baixo, por não se achar digno de morrer da mesma maneira que Cristo, vemos que realmente a essência desses homens e também mulheres, era sofrer o que fosse, por amor a Cristo.

O primeiro destes mártires foi um homem chamado Inácio de Antioquia, que foi levado ate Roma para ser julgado, onde no caminho ele escreveu uma carta aos romanos, dizendo que não perdessem tempo em tentar incentivá-lo apostatar de sua fé, dizendo o seguinte: Prefiro ser o trigo moído e esmagado na boca das feras, puramente para agradecer a Cristo, e que se puder escolher entre as feras não me matarem, como já aconteceu com vários servos do Senhor, prefiro ser moído como forma de expressão de meu amor e gratidão por Ele, ”trigo de Cristo, moído nos dentes das feras”. Foi exatamente o que aconteceu os leões, estraçalharam seu corpo, e ele foi o primeiro mártir, depois dos apóstolos, e mesmo em sua morte ele continuou evangelizando, porque os incrédulos se admiravam de que uma pessoa pudesse morrer por sua crença, então ela deveria realmente ser “verdadeira”, fico pensando, no Brasil, o país onde moramos, dispomos de uma grande liberdade religiosa, muito diferente daqueles primeiros cristãos, que precisavam apostatar da sua fé, para não serem mortos e preferiam morrer ou abandonar o seu Cristo, vemos hoje pessoas que sequer abrem mão de suas novelas e lazeres em prol de Cristo, e que na duvida entre si mesmo e Jesus, sempre escolhem a primeira opção, são esses que muitas vezes se dizem “evangélicos”, mas em suas vidas não se pode ver, nenhum sinal de santidade.

Pessoas que tem o mesmo tipo de religião mecânica dos romanos da antiguidade, que precisavam de cultos externos e ídolos para adorarem , não adoram o Senhor em espírito e verdade, (Jo 4 :24), e tão pouco se preocupam em mudar seu comportamento e suas principais escolhas, uma das frases que Inácio deixou que pouco se aplica hoje é: A grandiosidade do cristianismo é ser odiado pelo mundo, isso implica não em que sejamos odiosos, e sim odiados, a grande diferença é que o cristão não se inclina com o mundo, ele escolhe Cristo sempre antes de seus desejos, ele prefere a morte ante abandonar seus princípios e sua vida crista, e por isso é odiado, por não participar de todo teatro montado por Satanás, para agradar todo tipo de malicia e imundícia em suas vidas, reflito rapidamente e penso, quantos cristãos primitivos temos hoje em nossos dias? Que abrem mão se necessário de suas próprias vidas, em um país onde não fazemos nem ideia do que é morrer literalmente por Cristo, onde temos total liberdade de lermos, andarmos com nossa regra de fé, e mesmo assim por vezes não o fazemos, para satisfazer somente o que a parte carnal deseja?

Glorias a Deus

Guinho

sexta-feira, 9 de março de 2012

Não haverá queixas no inferno




Os homens, pelos seus pecados excluíram-se da Sua graça e Boa-vontade. Merecem perecer. No inferno não terão porque se queixar do caminho que escolheram – era o que queriam, foi aquilo que escolheram! Se por acaso o Senhor sair do Seu caminho para salvar alguns perdidos, Ele pode fazê-lo desde que nunca comprometa as Suas próprias leis de justiça eterna. Se por acaso entender que deve deixar as pessoas perecer, é em conformidade com aquilo que estas merecem – nada demais do que aquilo que já têm sobre si, isto é, culpa eterna diante de Deus. Caso Deus deixe os culpados seguirem em seus caminhos de condenação voluntária, estará exercendo apenas Seus direitos de Justo Juiz. Se um Juiz terreno aplica uma qualquer sentença justa, nenhum homem porá objecções a tal feito.

A misericórdia aufere o direito, também, de interferir na vida particular de quem é culpado para que se dê tempo para se transformar quem ainda pode vir a sê-lo. A interferência é justa também. Mas tolos serão todos aqueles que põem os homens sob a mesma tutela condenatória. Ignorantes são todos aqueles que discriminam e argumentam sobre a aplicação da graça, pois é da vontade de Deus que todos os homens se salvem. Devem ser tidos como mais que ignorantes até, pois, fala assim quem não quer salvar para se usar de falatórios sobre Deus para proveito próprio. As suas contendas não estão apenas viradas para quem tem doutrinas, mas sim contra o Deus de toda a misericórdia. Mas é de esperar que, quando vemos a nossa ruína intransigente, neste malogrado deserto que é a vida de quem vive longe das fontes de água – da vida eterna cá na terra e não só – saibamos também que Deus não tem nenhuma obrigação para connosco a não ser pela misericórdia. Quando murmurarmos apenas porque Ele escolhe outros, porque não escolhemos antes salvar-nos desta perversa geração para alcançarmos misericórdia desse jeito?

Se Ele escolher um sítio, uma congregação onde começar a trabalhar para a salvação de muitos mais, tratar-se-á apenas dum simples acto de bondade sobre o qual nenhum ser humano tem direito e o qual Deus tem o direito e livre arbítrio de dar e conceder a quem quer, como quer e a Seu devido tempo. Daí extrai louvor e glória de todos os Seus, pois sabem que nunca buscariam Deus por eles, sem intervenção Sua. Imagine-se o tamanho do pecado de quem ainda assim rejeita esta graça! Não existe, porém, doutrina mais humilhante para um pecador que esta de ele não ter como se salvar sem Deus. Os crentes nunca devem temer, mas enaltecer esta graça divina, pois humilha quem será exaltado pela mesma acima nos céus, promovendo gratidão sem fim, santidade porque não podem nunca pensar que são escolhidos em detrimento de outros, mas sim pela bondade de Deus apenas. Poderiam estar a fritar no inferno e não estão, sendo pessoas de igual culpa, de igual pecado.

Charles H. Spurgeon 


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